saneamento basico
insumos-agricolas

Em MS, Suzano triplica capacidade de transformar resíduos em insumos agrícolas

Imagem Ilustrativa

Com investimentos sistemáticos para aumentar a ecoeficiência em suas operações, a Suzano, referência global na produção de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, mais que triplicou a capacidade de reaproveitamento de resíduos inorgânicos e orgânicos da indústria para a produção de corretivos de solo, substratos e fertilizantes que são aplicados nas florestas da empresa em Mato Grosso do Sul.

A conquista é resultado da ampliação e modernização da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos da unidade com o objetivo de reduzir o volume de rejeitos destinados ao seu aterro.

Em um ano de operação, a nova central de tratamento deixou de destinar mais de 170.000 toneladas de resíduos sólidos, entre orgânicos e inorgânicos, para aterros. Estes rejeitos, após processados, foram transformados em 51.600 toneladas de corretivos de solo para retornar para as florestas da companhia e, em 2021, 1.775 toneladas de fertilizantes, podendo chegar a 30.000 toneladas na sua capacidade máxima.

O resultado corresponde a uma média mensal de cerca de 14.160 toneladas de resíduos sólidos não enviados a aterros e que se transformaram em 6.800 toneladas de insumos agrícolas, sendo 4.300 toneladas de corretivos de solo e 355 toneladas de fertilizantes e substratos orgânicos em 2021.

“Todo o projeto foi pensado e executado dentro dos valores inovabilidade (inovação e sustentabilidade) da Suzano e vem ao encontro da meta de longo prazo da companhia de reduzir em 70% o volume de resíduos sólidos destinados aos aterros, transformando-os em subprodutos até 2030.  A nova central potencializa a competitividade da nossa unidade e torna o nosso ciclo operacional ainda mais sustentável: O que antes era descarte, se transforma em insumos agrícolas e retorna para nossas florestas”, destaca Eduardo Ferraz, gerente Executivo Industrial da Suzano.

A Central de Tratamento de Resíduos é dividida em duas plantas. A primeira, de Corretivo de Solo, foi ampliada e tem capacidade para processar até 10,1 mil toneladas/mês de resíduos industriais inorgânicos (dregs e grits, subprodutos gerados no processamento da celulose; lama de cal e cinzas de biomassa). Com isso, a empresa pode produzir até 8,6 mil toneladas de corretivos de solo ao mês – até então, a produção média do insumo era de 2,5 mil toneladas/mês.

Já a segunda, de Fertilizantes Orgânicos, tem capacidade instalada para processar cerca de 5.000 t de lodos biológicos de ETEs (Estação de Tratamento de Efluentes) e 9.000 m³ de cascas de eucalipto ao mês. Em capacidade máxima, a planta pode produzir até 1.000 t de fertilizantes orgânicos e 1.500 t de substrato orgânico ao mês.


LEIA TAMBÉM: Municípios têm até 31 de março para garantir recursos do ICMS Ecológico


Soluções Sustentáveis 

Todos os produtos, corretivo de acidez do solo (utilizado em substituição ao calcário) e o fertilizante, estão devidamente registrados no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“A Suzano é reconhecida por suas práticas sustentáveis dentro e fora do país e sempre teve o ciclo sustentável como um norteador de suas ações. Com a central de tratamento, nossa fábrica em Três Lagoas tem reduzido sistematicamente o envio de resíduos para o aterro, alcançando recordes históricos. Essa conquista evidencia o nosso comprometimento com a conservação ambiental”, destaca Maria Tereza Borges Rocha, gerente de Meio Ambiente Industrial da Suzano.

A Central de Tratamento de Resíduos Sólidos contou com o trabalho conjunto dos times de Meio Ambiente Industrial e Engenharia de Projetos. No pico da construção, foram gerados 200 postos de trabalho diretos. Orçada em aproximadamente R$ 30 milhões, a estrutura possui com 7 quilômetros de rede de drenagem, 7,2 mil toneladas de concreto e 212 toneladas de aço.

Sobre a Suzano

A Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 98 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.

Fonte: Perfil News.

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »