O maior desafio para a universalização do saneamento, segundo a Cedae
Aguinaldo Ballon citou demanda por R$ 800 bilhões para levar tratamento de água e esgoto a todo o país e cenário de elevação do custo do capital.
Aguinaldo Ballon citou demanda por R$ 800 bilhões para levar tratamento de água e esgoto a todo o país e cenário de elevação do custo do capital.
A licitação da Cedae para implantação do novo sistema de gradeamento das elevatórias do Guandu, orçada em quase R$ 60 milhões, terminou com a escolha de uma proposta R$ 15,9 milhões mais cara do que a menor apresentada na disputa.
O governo do Rio de Janeiro avalia a possibilidade de vender parte das ações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) à iniciativa privada, mas sem abrir mão do controle da estatal.
A Cedae, estatal que capta e trata a água para consumo no Estado do Rio de Janeiro, abriu, em fevereiro, licitação para escolher a instituição financeira que vai desenhar as melhores alternativas em termos de modelo de negócio.
A prospecção de parceria em projetos de saneamento foi pauta da reunião entre profissionais da Cedae e representantes da CITIC Group Corporation, estatal chinesa de investimentos, realizada nesta quarta-feira (24/1), no prédio-sede da Companhia.
A (Cedae) interrompeu no início da manhã da segunda-feira (28) o abastecimento de água a partir da Estação de Tratamento (ETA) Guandu, que atende cerca de 11 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio.
O comprador, a Norte Saneamento, pagou R$ 466 milhões — um múltiplo de 10x EV/EBITDA, acima do múltiplo de empresas listadas desse setor.
Porém, a Cedae promete que esse é um problema do passado. Segundo a empresa responsável pela produção de água para 9 milhões de pessoas do estado, o investimento em tecnologia e em novos protocolos deram resultados positivos.
Uma solução sustentável para reduzir o crescimento de algas emitindo ondas sonoras ultrassônicas na água, impedindo o acesso das algas à luz solar e aos nutrientes, fixando-os na coluna da água.
Um ano após a assinatura dos três primeiros contratos da concessão por blocos do saneamento no Estado do Rio, em entrevista ao GLOBO, o presidente da Cedae, Leonardo Soares, conta que a companhia precisou rever seu plano de negócios.