O tempo sem água potável
Quando a cheia, o deslizamento ou a turbidez tiram uma estação de tratamento do ar, o relógio que importa não é o da obra. É o tempo em que a cidade fica sem água potável.
Quando a cheia, o deslizamento ou a turbidez tiram uma estação de tratamento do ar, o relógio que importa não é o da obra. É o tempo em que a cidade fica sem água potável.
Uma decisão técnica que vai muito além da tecnologia. A contratação de soluções de software no setor de saneamento deixou de ser uma decisão puramente operacional. Em um ambiente marcado por metas regulatórias mais rígidas, maior exigência de transparência e pressão por eficiência, escolher mal uma solução tecnológica passou a representar risco institucional.
Segundo dados do Instituto Trata Brasil, o país desperdiça 40,3% de toda a água tratada antes de ela chegar ao consumidor, o equivalente a 5,8 bilhões de metros cúbicos por ano, volume suficiente para abastecer aproximadamente 50 milhões de pessoas.
Serviços de saneamento não admitem descontinuidade. Qualquer interrupção, falha sistêmica ou perda de controle operacional impacta diretamente a população, a arrecadação, os indicadores regulatórios e a responsabilidade institucional do gestor público.
O problema é que esse avanço amplifica a superfície de ataque cibernético, e um setor que tem sido cada vez mais visado por criminosos pode ficar exposto a incursões hackers.
No setor de saneamento básico e tratamento de água, gestores e operadores enfrentam uma decisão estratégica entre comprar ou alugar os equipamentos necessários, uma escolha que impacta diretamente a saúde financeira, os custos operacionais, a flexibilidade técnica e a capacidade de adaptação a demandas variáveis.