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Cibersegurança Setor Saneamento

Por que a cibersegurança virou prioridade estratégica no setor de Saneamento

Cibersegurança Setor Saneamento

Resumo:

Impulsionadas pela transformação digital, as empresas de saneamento básico no Brasil incorporam cada vez mais tecnologias inteligentes – de sensores remotos e sistemas de telemetria a plataformas de automação integrada – para otimizar suas operações e reduzir perdas.

O problema é que esse avanço amplifica a superfície de ataque cibernético, e um setor que tem sido cada vez mais visado por criminosos pode ficar exposto a incursões hackers.

O resultado é que a cibersegurança passou a ser encarada não mais como questão meramente técnica de TI. Sim como uma prioridade estratégica nas companhias de água e esgoto. Concessionárias de água agora lidam com ameaças cibernéticas sofisticadas, muitas vezes direcionadas a derrubar ou manipular sistemas de bombeamento, tratamento ou controle de qualidade.

Portanto as estatísticas confirmam uma escalada global de ataques cibernéticos contra empresas de serviços essenciais, incluindo as de saneamento. De acordo com pesquisa da Check Point, só em 2025 os setores de energia e utilities sofreram em média 1.872 tentativas de ataque por semana por organização no mundo, um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Cibersegurança Setor Saneamento

No Brasil, o setor de utilities registrou cerca de 3.059 tentativas semanais de ataque por organização entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025. Um dos motivos é o apelo estratégico desse tipo de infraestrutura.

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A busca por maior produtividade no setor de utilities impulsionou o uso de tecnologias de automação nas últimas décadas. No entanto, é comum encontrar concessionárias que implementaram a automação de forma pontual e desconectada: um painel com inversor de frequência em uma elevatória específica, um sensor de nível isolado em um reservatório ou um CLP (Controlador Lógico Programável) que atua sem comunicação com a central.

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