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Levantamento mostra que tratamento de esgoto em Bauru/SP está entre os 100 piores do país

Um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil revelou que Bauru (SP) está entre os 100 municípios do país com pior tratamento de esgoto.

Os dados da pesquisa divulgada na última terça-feira (10) revelaram que apenas 1,77% do esgoto é tratado na cidade. Isso mostra que apenas uma pequena parcela da população é atendida pela Estação de Tratamento Candeia, construída no Núcleo Gasparini.

O restante do esgoto dos mais de 300 mil habitantes é despejado no Rio Bauru e seus afluentes. De acordo com o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Edson Carlos, menos de 20% das tarifas pagas pela população de água e esgoto estão sendo reinvestidos no sistema de saneamento.

“É muito pouco, e esse número vem diminuindo. Então quando a gente olha esse indicador, a maior parte do que as cidades arrecadam com água e esgoto não está retornando para o sistema de saneamento, está indo para o caixa da prefeitura, para a empresa”, explica.

Uso de fossas

No Parque Industrial Manchester, os moradores ainda utilizam as fossas. Assim, a água utilizada para tarefas do dia a dia é escoada na rua e, mesmo estando com a moradia regular, o saneamento adequado não tem previsão para chegar na região.

“Não é o certo, né? O certo é ter a rede de esgoto em todo o bairro, mas infelizmente não temos”, reclama a moradora Mayara Moreto.

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Obras atrasadas da ETE

A realidade de muitos moradores de Bauru já poderia ser diferente e a cidade poderia estar devolvendo um esgoto 100% tratado à natureza. Para isso, a Estação de Tratamento deveria estar em pleno funcionamento, mas as obras que começaram em 2015 estão há três anos atrasadas.

Uma Comissão Especial de Inquérito foi criada na Câmara Municipal para investigar quais foram os problemas na execução da obra que já custou mais de R$ 140 milhões aos cofres públicos.

Na terceira rodada de depoimentos, representantes da construtora responsável pela estação foram ouvidos e, segundo eles, a prefeitura foi informada desde o início sobre os erros no projeto original.

A construtora também informou que já foram mais de 1,2 mil alterações na execução do projeto da ETE e que a empresa responsável pela elaboração do projeto também foi convidada a prestar esclarecimentos à CEI, mas nenhum representante compareceu.

Estrutura da ETE

De acordo com o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, Eliseu Areco Neto, uma empresa será contratada para fazer o acompanhamento técnico das obras e a previsão é de que a estrutura funcione a partir do ano que vem.

“Nós fizemos um acordo com a empresa projetista e esse acordo determinou o planejamento estratégico da obra, que determina quais são as necessidades reais para concluir a obra”, conclui o presidente.

O Ministério Público também acompanha as obras para que a Estação de Tratamento de Esgoto fique pronta no prazo estabelecido e não seja necessário acessar a Justiça.

“O Ministério está tentando mediar essa situação para ver se a gente consegue terminar essa obra. Se não, a gente vai ser obrigado a tomar medidas judiciais e não saberíamos o desfecho disso em relação à ETE”, afirma o promotor Luiz Eduardo Sciuli.

Fonte: G1.

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