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Água distribuída nas caixas gigantes em Itu não deve ser consumida

A água oferecida nos principais pontos públicos de distribuição de Itu, disponibilizados para aliviar a crise hídrica, foi considerada imprópria para o consumo por um estudo realizado pela Ong Caminho das Águas, em parceria com o Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp). Nas amostras, colhidas no fim de outubro, foram constatadas a presença de coliformes totais, coliformes fecais e bactérias.

Os pesquisadores analisaram amostras de cinco locais onde a população capta água: as caixas d’água de 20 mil litros instaladas na Praça 14 Bis (Jardim Aeroporto), na Praça dos Exageros (Jardim Padre Bento) e no Jardim Novo Itu, além da bica do bairro Santa Terezinha e do sistema de distribuição por bolsões no Centro de Lazer 1º de maio, no Jardim Alberto Gomes. Os resultados apontam que a cloração utilizada tem sido inadequada ou insuficiente para tornar a água disponível para consumo.

Segundo destacam os pesquisadores no relatório, a intenção é alertar as pessoas para os métodos adequados de tratamento da água recebida emergencialmente, já que a análise foi feita em locais onde a possibilidade de contaminação é aumentada devido às condições de instalação e manutenção do sistema de abastecimento, onde o próprio cidadão é o responsável pela coleta e transporte da água até a sua residência.

A Prefeitura informa que exige, através da Agência Reguladora (AR-Itu), que a qualidade da água fornecida pela concessionária Águas de Itu seja comprovada. Segundo a AR-Itu, o abastecimento segue todas as normas sanitárias exigidas pela legislação, com emissão de laudos que atestam sua potabilidade.

Já a concessionária Águas de Itu esclarece que a água ofertada à população ituana nos grandes reservatórios disponibilizados emergencialmente em espaços públicos, tem a garantia de qualidade e potabilidade assegurada por análises de seus laboratórios e de terceiros acreditados pelo Inmetro (fiscalizados pela Agência Reguladora). Em nota também reforçou que os usuários deste sistema devem manter as mangueiras penduradas nos suportes elevados, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação. No que diz respeito à bica da Santa Terezinha, a água tem origem em poço artesiano e é monitorada diariamente pela concessionária e, inclusive, todas as análises são encaminhas para a vigilância sanitária municipal e estadual.

A concessionária informa também que, em razão da maior disponibilidade de água na rede de distribuição, ainda nesta semana esses reservatórios começarão a ser retirados dos locais onde praticamente inexiste a procura pela população. Os equipamentos, entretanto, serão armazenados pela empresa e reinstalados em caso de necessidades emergenciais. (Com informações de Sabrina Souza)

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