Com os reservatórios produtores de São Paulo em níveis preocupantes e a aproximação do período de estiagem, o Aquapolo — maior sistema de reuso de esgoto doméstico do Brasil — surge como alternativa concreta para a recarga de mananciais da região.
Em visita à planta, o presidente do Aquapolo, Márcio José, defendeu o uso da água produzida pela empresa para o que ele prefere chamar de “recarga de manancial” — termo que considera mais adequado para a aceitação da população do que “reuso de esgoto”.
“A qualidade da água que a gente produz aqui, em termos físico-químicos, é uma água potável”, afirmou Márcio, destacando que o efluente tratado tem qualidade suficiente para ser lançado em qualquer corpo hídrico, contribuindo inclusive para diluir poluição e garantir resiliência hídrica.
Atualmente, a planta opera com capacidade de 650 litros por segundo, mas pode ser expandida para 1.000 litros por segundo apenas com a introdução de novas membranas. No cenário mais ambicioso, a capacidade poderia chegar a 4.000 litros por segundo, aproveitando toda a infraestrutura da ETE ABC, que já trata 3.500 litros por segundo.
Entre as opções de destinação, Márcio aponta a Represa Billings como o caminho mais estratégico, de onde a Sabesp poderia redistribuir a água para a Guarapiranga e outros sistemas abastecedores.
O Aquapolo opera membranas de ultrafiltração desde 2012 sem substituição, demonstrando know-how técnico que garante baixo custo operacional e alta qualidade do produto final.
Confira a entrevista completa: