saneamento basico
Prefeitura realiza manobra e atesta pela primeira vez 100% de segurança hídrica em Uberlândia MG

Prefeitura realiza manobra e atesta pela primeira vez 100% de segurança hídrica em Uberlândia / MG

O Dmae realizou uma manutenção programada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Bom Jardim. Durante o serviço, a produção da unidade foi temporariamente paralisada. No entanto, o abastecimento dos bairros de Uberlândia não sofreu interrupções.

A medida comprovou a eficiência da interligação entre as ETAs Bom Jardim, Capim Branco e Sucupira.

Nesta semana, a Prefeitura de Uberlândia (MG) registrou, pela primeira vez, a segurança hídrica do sistema durante uma intervenção desse tipo. O marco ocorreu na madrugada de quarta-feira (14). Na ocasião, o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) instalou uma válvula na adutora de água bruta, na entrada da ETA Bom Jardim.

Além disso, a intervenção representou a primeira grande adequação operacional para testar a eficiência da integração entre os três sistemas de abastecimento.

Para executar o serviço, o Dmae precisou desligar temporariamente o bombeamento de água bruta da ETA Bom Jardim. A unidade abastece bairros das regiões Central e Oeste, além de parte da região Sul do município.

Apesar da paralisação, nenhum bairro foi afetado. Dessa forma, a operação demonstrou a capacidade de resposta do sistema e a importância da integração entre as estações para manter o abastecimento durante intervenções programadas.

O resultado foi possível graças aos investimentos realizados pelo Dmae nos últimos anos, especialmente à interligação entre as estações de tratamento de água. Durante a manutenção, o reservatório de Bom Jardim foi abastecido pelas ETAs Capim Branco e Sucupira, garantindo a continuidade do fornecimento de água à população.

A operação permitiu colocar à prova, em uma situação real, a capacidade de integração entre as estruturas de abastecimento. A interligação possibilita que diferentes unidades contribuam para manter o fornecimento de água quando uma delas precisa passar por manutenção ou ter sua operação temporariamente alterada, ampliando a segurança e a flexibilidade operacional do sistema.

LEIA TAMBÉM: Consórcio com dona da Equipav vence disputa por privatização da Água e Saneamento Argentinos, que atende Buenos Aires

Eficiência comprovada

Um exemplo da dimensão dessa integração é o abastecimento do bairro Pequis. Durante a operação, a água percorreu mais de 40 km de redes a partir da ETA Sucupira e 34,7 km a partir da captação de Capim Branco até chegar à região. O percurso evidencia a capacidade da infraestrutura de conduzir água de diferentes sistemas para atender à população, mesmo diante de uma intervenção em uma das principais unidades de tratamento.

A diretora de Abastecimento de Água do Dmae, Rejane Cerqueira Nunes, destaca que a manutenção foi uma oportunidade importante para verificar, na prática, a eficiência dos investimentos realizados. “Essa foi a primeira grande adequação operacional que nos permitiu testar, na prática, a segurança hídrica proporcionada pela interligação dos sistemas.

Conseguimos desligar temporariamente o bombeamento da ETA Bom Jardim e manter o abastecimento de todos os bairros atendidos, utilizando a estrutura das ETAs Capim Branco e Sucupira. Isso demonstra a importância de termos um sistema integrado, capaz de responder às necessidades operacionais sem comprometer o fornecimento de água à população”, afirma.

Nova entrada de água bruta

A manutenção integra as ações de modernização da ETA Bom Jardim. Além disso, está relacionada às melhorias previstas para a entrada de água bruta na unidade.

Com a adequação, a estação poderá aprimorar a distribuição da água recebida. Dessa forma, terá maior flexibilidade operacional e melhores condições para controlar as vazões e dosar os produtos químicos utilizados no tratamento.

Além disso, a Prefeitura de Uberlândia prevê investir R$ 225 mil na obra. Os serviços, por sua vez, já começaram.

Atualmente, a água captada no Ribeirão Bom Jardim chega à ETA por meio de duas adutoras. Antes de seguir para a estrutura de medição da vazão e mistura rápida dos produtos químicos, essas tubulações se unem.

Com a nova configuração hidráulica, será possível direcionar uma parcela maior do volume de água para a unidade metálica de floculação e decantação. Assim, a estação ampliará suas possibilidades de operação.

Segundo o diretor-geral do Dmae, Rodrigo Lacerda, a intervenção faz parte do trabalho contínuo de modernização da infraestrutura de abastecimento do município. A iniciativa ocorre sob a gestão do prefeito Paulo Sérgio.

“Estamos investindo na melhoria da infraestrutura existente e na integração dos sistemas para ampliar a segurança operacional do abastecimento de Uberlândia. A manutenção realizada na ETA Bom Jardim demonstrou, na prática, como esses investimentos são fundamentais para que possamos executar melhorias necessárias sem interromper o fornecimento de água à população”, afirma Rodrigo Lacerda.

LEIA TAMBÉM: Pátria planeja ampliar atuação no saneamento básico do Brasil

Etapas da obra

Nesta etapa, os serviços contratados contemplam a execução das estruturas civis de suporte necessárias à futura instalação dos componentes hidráulicos, incluindo bases de fundação, blocos de apoio e caixas de concreto armado para os dispositivos de controle.

A instalação dos equipamentos hidráulicos, das tubulações, das válvulas, dos medidores de vazão e dos sistemas de automação será realizada posteriormente pelo próprio Dmae. Os trabalhos serão planejados para minimizar interferências na operação da estação e preservar a continuidade do tratamento de água.

Construída em 1982 e ampliada em 1996 e 2012, a ETA Bom Jardim tem capacidade de tratamento de 2 mil litros de água por segundo e atende às regiões Sul, Leste, Oeste e Central de Uberlândia.

Por fim, a modernização da entrada de água bruta e a integração entre as estações fazem parte das ações do Dmae para aprimorar a eficiência operacional e fortalecer a segurança do abastecimento no município.

Fonte: Portal Prefeitura de Uberlândia

Últimas Notícias:
A crise silenciosa do chorume em São Paulo diluir não é tratar

A crise silenciosa do chorume em São Paulo: diluir não é tratar

O Estado de São Paulo ostenta uma das maiores e mais complexas infraestruturas de disposição final de resíduos sólidos urbanos da América Latina. Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) indicam que o estado contava, em 2023, com 302 aterros sanitários em operação, recebendo cerca de 39 mil toneladas diárias de resíduos.

Leia mais »