Consórcio formado por PHX AQUA, Rowing, Arcos Saneamento e Transclor ofereceu US$ 340,2 milhões pela estatal argentina
Um consórcio formado pela PHX AQUA, a Rowing S.A., a Arcos Saneamento e Participações (dona do grupo Equipav) e a Transclor ofereceu a melhor proposta no processo de privatização da Água e Saneamento Argentinos (AYSA), nesta quinta-feira (8). O grupo ofereceu US$ 340,2 milhões por 90% das ações da estatal, que atende a região metropolitana de Bueno Aires. Os demais 10% são detidos por funcionários por meio de um programa de participação acionária de empregados.
Na disputa, também apresentou oferta um consórcio da Roggio Roas, junto com a Hidrosan Capital, a Aguas del Plata Participaciones, a Benito Roggio e Hijos e a Central Buen Ayre. O concorrente apresentou lance de US$ 285 milhões pelo ativo.
A área da concessão abarca uma população de 15,2 milhões de habitantes atendidos com serviços de água e esgoto atualmente.
A concessão terá 30 anos de duração. A meta de ampliação do serviço é de 75,3%, para o atendimento de água, e 63,9%, para o acesso a esgoto, até 2031. O plano de investimentos para esse prazo é de 2,89 trilhões de pesos (o equivalente a cerca de US$ 1,91 bilhão, na cotação atual), considerando recursos para construção, manutenção e melhorias, segundo informou o governo argentino.
Em nota, a Equipav informou que sua controladora, a Arcos, integra o consórcio como operador técnico e detém a opção de participar com uma fatia entre 15% e 25% no consórcio. A Arcos é, por sua vez, controlada pelas famílias Toledo e Vettorazzo.
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Consórcio com dona da Equipav vence disputa por privatização da Água e Saneamento Argentinos, que atende Buenos Aires
A Equipav investe no setor de saneamento no Brasil, por meio da Aegea — que chegou a analisar a privatização da estatal argentina. Porém, o grupo destacou que apenas a Arcos entrou no projeto.
“A Equipav Saneamento esclarece que nem ela nem as suas controladas participam do consórcio, tampouco possuem qualquer obrigação de aporte de recursos, prestação de garantias ou outras obrigações que possam gerar impacto operacional, ou na sua estrutura de capital e alavancagem. A conclusão da operação permanece sujeita ao cumprimento das etapas e condições previstas nos documentos do leilão e na documentação definitiva aplicável”, disse, em nota, o grupo.
A privatização da Aysa era uma das promessas do presidente Javier Milei. No passado, a prestação do serviço de saneamento em Buenos Aires já foi alvo de uma concessão, na época controlada pela francesa Suez. Porém, em 2006, Néstor Kirchner rompeu antecipadamente o contrato e reestatizou o serviço.
Em nota, após a abertura de propostas, a gestão Milei disse, em nota, que:
“a AySA era um modelo de disfunção administrativa” e que “entre 2006 e 2023, a empresa recebeu transferências do Tesouro Nacional superiores a 13,4 bilhões de dólares, no entanto, um terço da área concedida ainda não conta com acesso a água potável e rede de esgoto, as perdas de água não contabilizada permanecem em 42%, a inadimplência subiu de 4% para 16% e os custos operacionais aumentaram 80%”, afirmou.
Fonte: Valor
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