saneamento basico
Empresas Uso Inteligente Água

Novas regras para enfrentar a escassez hídrica no Estado de São Paulo

Regras Escassez Hídrica São Paulo

A SP-ÁGUAS, Agência de Águas do Estado de São Paulo, publicou em 24/09 três deliberações que podem transformar a forma como lidamos com a gestão dos recursos hídricos.

A principal novidade é o Protocolo de Escassez Hídrica, estabelecido pela Deliberação nº 10, um verdadeiro experimento regulatório que cria um sistema de monitoramento, classificação de risco e medidas de contingência para todas as bacias hidrográficas paulistas.

O protocolo prevê cinco estágios de escassez, de Normal (Estágio 0) até Emergência (Estágio 4).

BAIXE A DELIBERAÇÃO 10

Em determinadas fases, a autoridade pode aplicar medidas duras, como suspender novas outorgas e até reduzir a vazão destinada ao abastecimento público em situações extremas.

LEIA TAMBÉM: AdDP: inovação e eficiência hídrica na gestão da água

Uma Declaração formal de Escassez passa a ser emitida a partir do Estágio 3 (Crítico).

Não por acaso, as Deliberações nº 11 e nº 12 já colocam em prática o novo protocolo:

  • A bacia do Alto Tietê está oficialmente em escassez.
  • O mesmo vale para a porção paulista da bacia do Rio Piracicaba.

Essas medidas impactarão diretamente diversos setores, desde as indústrias até o abastecimento urbano, e as autoridades notificarão individualmente os usuários atingidos.

BAIXE A DELIBERAÇÃO 11

O que podemos esperar nos próximos meses?

Contudo uma gestão hídrica mais preventiva e técnica. Novos desafios regulatórios e de planejamento para usuários de recursos hídricos. E, possivelmente, mudanças profundas na forma como encaramos a água como bem público essencial.

Portanto tema urgente, com efeitos práticos imediatos e que merece acompanhamento de perto.

BAIXE A DELIBERAÇÃO 12

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »