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Iguá reforça capital para disputar novas concessões

Iguá reforça capital para disputar novas concessões

A Iguá Saneamento acaba de fazer um aumento de capital de R$ 700 milhões com seus atuais acionistas. O CEO René Silva disse ao Pipeline que os recursos vão reforçar a estrutura de capital e acelerar o plano de crescimento da companhia.

A empresa, que tem como acionistas o fundo canadense CPP Investments, AIMCo e BNDESPar, está olhando o cronograma de novas concessões em saneamento previstas para este ano, que devem demandar R$ 34 bilhões em investimentos. Entre elas, estão as PPPs de Goiás – que deve ter outro leilão após o fracasso da primeira tentativa –, Rondônia e São Paulo.

“Vamos olhar os blocos que têm mais sinergia geográfica e oferecem ganho de escala para a companhia”, disse Silva. Nesse sentido, a Iguá não pretende entrar na oferta para privatização da Copasa, que será realizada no início de junho e pode movimentar R$ 10 bilhões. A Iguá tem dez operações em seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. “Devemos dobrar a receita nos próximos três a quatro anos só com esses ativos.”

A mais nova é a de Sergipe, que acaba de emitir uma debênture verde de R$ 1,040 bilhão. Além disso, a operação contou com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID Invest), com prazo de 20 anos e início do pagamento previsto para 2029.

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Iguá reforça capital para disputar novas concessões

A estratégia de financiamento da concessão também conta com um empréstimo-ponte de R$ 2,65 bilhões. Além disso, a operação tem vencimento previsto para junho de 2029. Os recursos são utilizados para o pagamento das primeiras parcelas da outorga fixa da concessão.

No caso do estado do Rio, cuja concessão completa quatro anos, a companhia chegou a um acordo quanto ao reequilíbrio do contrato relativo ao bloco arrematado da Cedae.

A companhia pedia a revisão do pagamento de outorga, em processo de arbitragem. Além disso, alegava perdas com abastecimento muito maiores do que as previstas no edital de concessão.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro reconheceu o direito de reequilíbrio financeiro para a Iguá no caso das tarifas sociais e está sendo discutido agora o reajuste tarifário ordinário.

O CEO acredita que os contratos de financiamento são sólidos. Além disso, avalia que as regras do Marco do Saneamento estão bem delineadas. Dessa forma, elas reduzem o risco regulatório de potenciais mudanças de regras com a troca de governo nas eleições.

“É um setor essencial que tende a ter mais visibilidade nesse período, mas que tem regras bem delineadas e agências reguladoras para garantir o cumprimento dos contratos”, diz Silva.

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O aumento de capital deve reduzir a alavancagem financeira de cerca de 9,6 vezes o Ebitda/dívida líquida para 9 vezes. A empresa não planeja usar os recursos para quitar dívida e tem avaliado a estrutura de financiamento por projeto. “Se excluirmos as concessões de Sergipe e Rio de Janeiro, a alavancagem financeira é de cerca de 3,5 vezes”, diz João Luiz Lopes , CFO da Iguá.

Apesar de ter aprovado um aumento de capital adicional para até R$ 929,3 milhões, a Iguá não vê a possibilidade de retomar os planos para o IPO no curto prazo. A companhia tentou um IPO em 2021, mas desistiu da operação por conta das condições desfavoráveis do mercado.

“Estamos prontos para um IPO, já somos listados como categoria A e temos uma governança sólida, mas a gente não tem pressa e vamos fazer quando tiver condições adequadas de mercado”, disse Lopes. “Para este ano acho improvável”, completou.

Fonte: PipelineValor

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