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Reuso de efluentes para fertirrigação: estudo de caso da ete action, cachoeiras de Macacu, RJ

RS projeta expansão com projeto de irrigação

Imagem Ilustrativa

O projeto Irriga Rio Grande, criado na cidade do sul do Estado, consiste em um plano de abastecimento de água na área rural do município e a irrigação de 18 mil hectares no 4º e 5º distrito do município. A iniciativa busca triplicar a área de arroz nos perímetros definidos, quadruplicar a área da soja, triplicar a produção leiteira e de milho. Além disso, prevê a diversificação das propriedades com a instalação de tanques de piscicultura, pomares de fruticultura, instalações de aviários, agroindústrias, utilizar a integração lavoura, pecuária e floresta e realizar a terminação de 21 mil cabeças de gado a cada 90 dias.

O prefeito Fábio Branco afirma que este projeto busca desenvolver o setor primário através da qualificação deste setor, condicionando a profissionalização gradativa.

“Apostamos neste projeto, porque ele traz ao município uma oportunidade de aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) em cima do agronegócio, expandindo as áreas de cultivo e aumentando o número de produção”, relata Fábio.
De acordo com a engenheira agrônoma da Secretaria Municipal de Pesca, Agricultura e Cooperativismo, Liamara Thurow, o funcionamento do projeto se dará pelo Canal Adutor de Rio Grande (que retira a água do Canal São Gonçalo e leva até a estação de tratamento da água), que captará a água na estrada da Palma e a conduzirá por tubulações que passarão em frente às propriedades, sendo decisão de cada produtor utilizar a água ou não. “A ideia do projeto surgiu após o município decretar estado de emergência no dia 14 de janeiro deste ano”, explica, ao lembrar dos prejuízos causados ao longo do verão.

Conforme estudo da prefeitura, a cada oito anos o município perde um ano inteiro de rendimentos devido à seca. Além disso, Rio Grande é o único município de todo o estado que tem água disponível para utilizar como abastecimento e irrigação, pois conta com a inesgotável Lagoa Mirim e com o Canal São Gonçalo, que são fontes de água doce, abundante, de qualidade e disponível para uso, afirma Liamara.


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Projeto de Irrigação

A engenheira relata que, inicialmente, o projeto foi dividido em quatro perímetros de atuação baseados nos requisitos de proximidade ao Canal Adutor, da carência em disponibilidade de água, da maior diversidade de cultivos e da concentração de produtores da bacia leiteira do município. Em seguida, foram mobilizadas equipes técnicas para realizar um levantamento de necessidades hídricas das culturas (arroz, soja, milho e olerícolas), criação de animais (bovinos de leite, bovinos de corte, aves, suínos e peixes), instalações de frigoríficos (bovinos, suínos e aves) e a termoelétrica.

Com estes dados, foi realizado um cálculo da necessidade hídrica diária em cada mês do ano para identificar em qual deles havia maior demanda, para então dimensionar o tamanho do projeto. O Canal Adutor, na Estrada da Palma, vai captar a água e abastecer o Corredor do Belendengue (entre o Km 10 e 11 da BR-471). Em sua margem esquerda, a captação de água vai abastecer a área da Palma, do Povo Novo até o Capão Seco. “Este é um projeto visionário e de extrema importância, pois já estamos considerando as demandas esperadas no futuro para um melhor dimensionamento do projeto”, declara a engenheira agrônoma.

Fonte: JC.

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