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Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

A ETE Parque Novo Mundo terá capacidade para atender mais 1,7 milhão de pessoas com o apoio das inovações de última geração.

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Passa por um “upgrade tecnológico” que contribuirá com a ampliação do tratamento em 148% – de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital.

Além disso, o incremento na capacidade vai beneficiar diretamente diversos bairros das zonas norte e leste da cidade. Além da população de municípios vizinhos, como Guarulhos, que só perde para São Paulo no ranking de regiões mais populosas do estado.

 

O emprego das inovações tecnológicas permitirá o tratamento do esgoto gerado por, aproximadamente, 2,9 milhões de pessoas – cerca de 1,7 milhão a mais do que é processado hoje na ETE Parque Novo Mundo.

Ademais, o investimento faz parte do Programa Integra Tietê. Que reúne um conjunto de obras para revitalização do principal rio paulista ao longo de seus 1.100 km. Dentro do projeto, a Sabesp é responsável pela universalização da coleta e tratamento de esgoto nas cidades onde atua, nas áreas ao redor do Tietê e seus afluentes.

Na capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento. Além disso, a ampliação de 6 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), como a ETE Parque Novo Mundo.

Somente ela, está recebendo aporte de R$ 1 bilhão em ampliação e modernização. A previsão de entrega é primeiro semestre de 2027.

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São duas inovações tecnológicas principais:

Pré-tratamento mais eficiente – A primeira inovação veio da Alemanha. São 76 toneladas de equipamentos que vão aprimorar o pré-tratamento mecânico, uma das etapas mais importantes no tratamento de esgoto. Essa fase é responsável por receber grandes volumes de vazão. Além de areia, resíduos sólidos, gordura e materiais flutuantes que chegam à estação antes das etapas biológicas e de decantação.

Ademais, com a modernização, o sistema amplia a capacidade de remoção de sólidos grosseiros, como plásticos, panos, fibras e outros resíduos suspensos, reduzindo o risco de entupimentos em bombas e tubulações, além do desgaste e bloqueios de equipamentos que podem comprometer o funcionamento das etapas seguintes do tratamento.

Outro avanço está na separação de areia e materiais minerais, que passam a ser retirados ainda no início do processo. Essa medida ajuda a evitar o acúmulo em canais, tanques e tubulações. Além de reduzir a abrasão em bombas e componentes mecânicos, aumentando a estabilidade operacional da estação.

“O resultado é uma operação mais estável, com menor necessidade de manutenção e maior proteção das etapas seguintes do tratamento”, afirma Guilherme Paixão, diretor de Empreendimentos de Esgoto da Região Metropolitana de São Paulo.

Implantação do Novo Sistema

Lodo granular aeróbio – A segunda novidade é a tecnologia de tratamento de esgoto com lodo granular aeróbio, uma solução de última geração dentro do tratamento biológico de efluentes, especialmente por reunir alta eficiência, menor ocupação de área e operação mais integrada. A inovação – conhecida pelo nome comercial “Nereda” – foi desenvolvida na Holanda pela Universidade de Tecnologia de Delft.

Além disso, em vez de usar o “lodo ativado” comum, formado por flocos leves e dispersos, o processo cria pequenos grânulos biológicos densos e compactos. Esses grânulos são colônias de microrganismos que se auto-organizam em esferas, degradam matéria orgânica, removem amônia, nitrogênio e fósforo, e sedimentam rapidamente no fundo do tanque.

Em sistemas tradicionais, os operadores geralmente utilizam tanques separados para aeração e decantação, além de recircularem o lodo e demandarem maior área física. Já com o lodo granular aeróbio, os grânulos sedimentam rapidamente, eliminando a necessidade de um decantador secundário separado, reduzindo o consumo energético e diminuindo também a produção de lodo, resíduo gerado no tratamento.

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Sobre a Sabesp

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 376 municípios paulistas e atende 30 milhões de habitantes. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil. A Companhia vai avançar cinco décadas em cinco anos, ampliando o acesso à água potável e ao saneamento básico para milhões de pessoas.

Por fim, seu compromisso é antecipar em quatro anos as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. Com isso, planeja proporcionar dignidade, saúde e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros enquanto preserva os recursos naturais para as futuras gerações.

Fonte: Sabesp

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