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Eletrocoagulação Tratamento Água Residuária

Processo de eletrocoagulação aplicado ao tratamento de água residuária sintética contendo o contaminante emergente furosemida

Eletrocoagulação Tratamento Água Residuária

Resumo:

Primeiramente a crescente preocupação com a preservação dos recursos hídricos tem impulsionado estudos sobre a presença e remoção de poluentes emergentes, como fármacos, dos corpos d’água.

Entre esses compostos, a furosemida, um diurético amplamente utilizado, tem sido detectada em águas residuais devido à sua baixa degradação nos processos convencionais de tratamento.

Então diante disso, diversas tecnologias vêm sendo estudadas para sua remoção, sendo a eletrocoagulação uma alternativa promissora. Esse processo baseia-se na geração in situ de agentes coagulantes a partir da oxidação eletrolítica de eletrodos metálicos, promovendo a desestabilização e remoção de poluentes. Este estudo investigou a eficiência da eletrocoagulação na remoção da furosemida de um efluente sintético, utilizando eletrodos de alumínio.

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Contudo o experimento foi conduzido em batelada, variando três partes principais: a distância entre os eletrodos (1,0 cm; 1,5 cm; e 2,0 cm), a concentração do contaminante (0,1 mg/mL; 0,2 mg/mL; e 0,3 mg/mL) e a voltagem aplicada (1,0 V; 2,0 V; e 3,0 V). Mas foram avaliados a eficiência de remoção da furosemida, o tamanho das partículas, o potencial zeta, o tempo de saturação dos eletrodos e o custo operacional do processo.

Portanto os ensaios demonstraram que a maior eficiência de remoção, de até 66,0%, foi obtida com eletrodos espaçados em 1,5 cm, concentração de 0,3 mg/mL e voltagem de 3,0 V. Através da análise estatística foi possível constatar que a única variável que influenciou significativamente na eficiência de remoção foi a concentração de furosemida. A análise do potencial zeta revelou uma redução da repulsão eletrostática entre as partículas, favorecendo a coagulação e a formação de flocos sedimentáveis.

Eletrocoagulação Tratamento Água Residuária

Fato esse que pôde ser confirmado através da análise do tamanho das partículas, que aumentou ao longo do tratamento. Confirmando a agregação dos flocos promovida pela eletrocoagulação. Além disso, observou-se que menores distâncias entre eletrodos resultam em maior consumo de energia, enquanto maiores espaçamentos reduzem a eficiência do tratamento.

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Em suma a análise de custo indicou que a eletrocoagulação pode ser economicamente viável, desde que haja otimização dos parâmetros operacionais. Os resultados confirmam o potencial da eletrocoagulação como alternativa eficiente para a remoção de fármacos de efluentes, contribuindo para a redução do impacto ambiental causado por contaminantes emergentes.

Autora: Larissa Botura da Silva.

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