saneamento basico

Eletrocoagulação como pós-tratamento do efluente de um wetland construído de escoamento vertical

 

Resumo

A eletrocoagulação (EC) foi aplicada como tratamento terciário para o efluente de wetland construído de escoamento vertical (WCV). O sistema de EC compreendeu um reator cilíndrico de vidro (1 L) e eletrodos de alumínio conectados a uma fonte de alimentação de corrente contínua. O estudo foi desenvolvido em duas etapas. Na primeira, as condições operacionais do reator foram delimitadas por meio de um experimento bifatorial 32 (3×3) de natureza quantitativa × quantitativa, analisando intensidade de corrente e tempo. Com base nos resultados obtidos, a regressão linear resultou na combinação de 1,3 A e 18 min, com custo operacional elétrico de 2,71 R$.m−3. Em seguida, realizou-se a etapa de monitoramento durante quatro meses, aplicando a EC sob essas condições fixas estabelecidas. As eficiências médias de remoção alcançadas foram de 99,7% para P-PO43-, 20,6% para N-NO3−, 2,37 log de coliformes totais, 2,35 log de Escherichia coli, 84,9% para demanda química de oxigênio, 95% para turbidez, 95,1% para cor aparente, aumento de 19% no pH, de 18,6% na temperatura e diminuição de 15,8% na condutividade elétrica. O tratamento demonstrou elevadas e homogêneas eficiências de remoção dos poluentes, principalmente para P-PO43-, indicando que a EC produz efluente com menor potencial poluidor e é indicada para tratamento de efluente doméstico em nível terciário.

Autores: Janaina Goerck; Delmira Beatriz Wolff; Ronaldo Kanopf de Araújo; Samara Terezinha Decezaro.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

 

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »