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Hidrogênio verde: estudo de caso sobre o potencial brasileiro como exportador para União Europeia utilizando programação linear

Resumo

O mundo passa por uma crise ambiental, resultado de anos de emissão desenfreada de gases poluentes na atmosfera. Diversos setores da sociedade contribuem para isso, como o industrial utilizando carvão, ou o próprio setor elétrico, gerando energia por meio de usinas termoelétricas, além dos outros. Logo, é esperado um grande aumento do número de usinas renováveis por conta dessas questões ambientais, mas que trazem consigo uma produtividade variável de acordo com condições climáticas, onde em momentos pode haver déficit de energia e em outros superprodução, que é vertida. Considerando essa última situação, os setores poderiam utilizar em momentos de superprodução a energia que seria vertida, tanto diretamente, como energia elétrica, quanto indiretamente, transformada em um vetor energético; neste contexto, o hidrogênio apresenta um enorme potencial e é um forte candidato para ser umas das principais fontes energéticas do futuro. Sendo assim, nesse trabalho é feita uma análise do potencial do Brasil como exportador de hidrogênio verde para a União Europeia, utilizando uma modelagem em programação linear da cadeia de suprimentos do hidrogênio. O horizonte de estudo foi de 2030-2050 e foram analisadas duas configurações de expansão distintas: na primeira, assegurando que a produção de hidrogênio seja somente proveniente de energia renovável; e na segunda, permitindo além do uso de energia renovável, a importação de energia elétrica do sistema brasileiro. Foram utilizados 30 projetos de usinas renováveis e 1 projeto de usina de hidrogênio, além de estimativas de dados de demanda. Para a segunda configuração, foram também considerados 200 cenários de preço de energia diferentes. Com os resultados obtidos, foi possível observar os diferentes níveis de investimento e capacidade necessárias para atender a demanda nas duas configurações, assim como calcular o preço do hidrogênio verde e comparar com os custos estimados existentes na literatura. Os resultados obtidos demonstram que a segunda configuração é economicamente mais atrativa, possuindo um custo total de M$12.951,80 em comparação à M$59.046,80, da primeira configuração. Além disso, os custos de hidrogênio obtidos de ambas configurações estão dentro do intervalo de custos estimados na literatura para o intervalo de tempo considerado. Dessa forma, foi possível verificar o potencial do Brasil nessa economia verde emergente.

Autor: GUILHERME MARCELINO TEIXEIRA DE FREITAS.

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