saneamento basico

Avaliação da qualidade da água e sedimentos do Rio Paraopeba/MG

Resumo

A bacia do Paraopeba é um território estratégico para o Estado de Minas Gerais. Além de estar localizada no quadrilátero ferrífero com importante produção mineral e relevância econômica, três reservatórios que abastecem a região metropolitana de Belo Horizonte estão na bacia, bem como um ponto de captação no próprio rio Paraopeba instalado em 2015 para reverter a condição de estresse hídrico ao qual estavam submetidos os reservatórios de abastecimento de água.

Desde o dia 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeito no complexo da Mina Córrego Feijão, designada B1, da empresa Vale S/A rompeu no ribeirão Ferro-Carvão, tributário do rio Paraopeba, tivemos diversos impactos diretos na qualidade das águas e consequentemente no provimento de usos múltiplos na área diretamente afetada foram registrados.

O Igam, no uso de suas competências, intensificou o monitoramento da qualidade das águas e dos sedimentos ao longo do trecho do Rio Paraopeba afetado pelo rompimento.

Nesse encarte serão apresentados os dados de monitoramento das águas superficiais decorrido 1 ano do rompimento da barragem em Brumadinho. O programa de monitoramento visa fornecer à sociedade o conhecimento da situação da qualidade das águas dos corpos de águas atingidos pelo desastre, bem como permitir o acompanhamento das ações de recuperação da bacia do rio Paraopeba. Além disso, serão apresentadas as principais ações e entregas do órgão gestor de recursos hídricos do que se refere ao tema impacto na qualidade da água e usos múltiplos do rio Paraopeba.

Introdução

No dia 25 de janeiro de 2019, a Barragem I (B1) de contenção de rejeitos da mina Córrego do Feijão, de propriedade da mineradora Vale S.A, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG, rompeu. A estrutura da barragem tinha área total de aproximadamente 27 hectares, 87 metros de altura e não recebia rejeitos desde 2016. A ruptura da barragem provocou a liberação de cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de produção mineral (IMAGEM 1). A maior parte do rejeito ficou contido na calha do ribeirão Ferro-Carvão até sua confluência com rio Paraopeba, mas uma parte atingiu a calha do rio Paraopeba e se espalhou até o remanso da Usina Hidrelétrica (UHE) de Retiro Baixo. O material depositado no rio Paraopeba continua a se mover, carreado pelo rio e pela ocorrência de chuvas na região.

Este desastre ambiental de grandes proporções, e também o maior acidente de trabalho da história brasileira, suscitou grande preocupação não só na bacia do rio Paraopeba como também em toda a bacia do rio São Francisco, que já vem atravessando uma longa crise hídrica, e ocasionou manifestações por parte dos Governos dos Estados banhados pelo São Francisco e várias instituições públicas e da sociedade civil.

Autores: Carolina Cristiane Pinto; Mariana Elissa Vieira de Souza; Matheus Duarte Santos; Roberta Silva Ocampos; Regina Márcia Pimenta Assunção; Regina Márcia Pimenta Assunção; Vanessa Kelly Saraiva.

baixe-aqui

Últimas Notícias:
Governo de Minas Gerais levanta R$ 8,4 bi com privatização da Copasa (1)

Enquanto a Espanha passa anos debatendo sem chegar a uma decisão, a França dá um exemplo ao transformar estações de tratamento em uma reserva estratégica para fortalecer os reservatórios

A escassez hídrica exige soluções inovadoras e eficientes em todo o continente europeu. Diante da crise atual, o território francês adota medidas avançadas para reaproveitar recursos hídricos descartados, mitigando os impactos severos da falta de água e garantindo o abastecimento seguro da população.

Leia mais »
Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

Novas tecnologias ampliam tratamento de esgoto em estação que atende moradores das zonas norte e leste de São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na capital paulista. Passa por um “upgrade tecnológico” que contribuirá com a ampliação do tratamento em 148% – de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital.

Leia mais »