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Remoção de nitrogênio e fósforo em efluentes: principais técnicas existentes, características, oportunidades e desafios para o tratamento terciário de efluentes

Resumo

Nutrientes como nitrogênio e fósforo, quando adicionados ao ambiente aquático através de atividades humanas, podem causar desequilíbrio na proliferação de biomassa no ambiente, desencadeando o processo de eutrofização artificial. Essa eutrofização causa um desequilíbrio no ecossistema aquático com o aumento da floração de algas, cianobactérias e macrófitas aquáticas que podem causar a obstrução do fluxo de embarcações; alteração na diversidade das comunidades algais presentes no meio devido à mudança na disponibilidade de nutrientes, podendo ocorrer maior desenvolvimento de espécies potencialmente tóxicas; diminuição de teores de oxigênio dissolvido, tendo como consequência a diminuição da diversidade biológica. Todas estas alterações impactam na qualidade da água para abastecimento por implicar em aumento no custo do tratamento da água, além de causar risco à saúde pública. Consequentemente, a remoção de nutrientes através de técnicas adequadas de tratamento de efluentes se faz necessária para minimizar tais implicações. Neste sentido, o presente trabalho resgata as principais técnicas de tratamento de efluentes que visam a remoção de nitrogênio e fósforo. São elas, remoção físico química e adsorção, Wetlands e remoção biológica.

Introdução

Nutrientes como o nitrogênio e o fósforo são adicionados normalmente no ambiente aquático, através do escoamento superficial e carga proveniente das águas subterrâneas. Entretanto, as atividades humanas intensificam esse processo. Fontes tipicamente antropogênicas incluem os esgotos sanitários não tratados e fertilizantes provenientes do uso agrícola (Smol, 2008). Este excesso de nutrientes em ambiente aquático causa um desequilíbrio na proliferação de biomassa no ambiente, desencadeando o processo de eutrofização artificial.

A eutrofização artificial causa uma série de alterações no ecossistema aquático, dentre elas: Aumento da floração de algas, cianobactérias e macrófitas aquáticas que podem causar a obstrução do fluxo de embarcações; alteração na diversidade das comunidades algais presentes no meio devido à mudança na disponibilidade de nutrientes, podendo ocorrer maior desenvolvimento de espécies potencialmente tóxicas; diminuição de teores de oxigênio dissolvido, tendo como consequência a diminuição da diversidade biológica, uma vez que poucas espécies sobrevivem a condições adversas; presença de sabor e odor desagradável e aumento da turbidez da água devido ao aumento de carga orgânica; liberação de gases como metano, gás sulfídrico, amônia, além dos elementos ferro, fósforo e manganês devido à decomposição anaeróbia que ocorre no fundo dos corpos hídricos (Braga et al., 2005; Köse&Kivanç, 2011; Yang et al., 2013).

Todas estas alterações impactam na qualidade da água para abastecimento por implicar em aumento no custo do tratamento da água, além de causar risco à saúde pública. Consequentemente, a remoção de nutrientes através de técnicas adequadas de tratamento de efluentes se faz necessária para minimizar tais implicações (Braga et al., 2005; Karageorgiuet al., 2007). Neste sentido, o presente trabalho resgata as principais técnicas de tratamento de efluentes que visam a remoção de nitrogênio e fósforo.

Autores: Henrique Reismann; Bruna Vieira e Tânia Maria Rodrigues.

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