saneamento basico

Gerenciamento de resíduos industriais em gráficas no Vale do Itajaí/SC

 

Resumo

Tradicionalmente, os resíduos dos processos gráficos são aparas de papel e papelão, plásticos polimerizados, tintas à base de água, tintas à base de solvente (cetona), colas e adesivos, solventes (cetonas) em geral, assim também como resíduos produzidos fora do processo industrial (CETESB, 2009; MAIER; CRUZ, 2014). Destes, o solvente (cetona) apresenta elevado grau de toxicidade, demandando maior cautela quanto ao transporte, manuseio, estocagem e descarte (ABNT, 2004; LATIKY, 2017). A partir desta premissa, buscou-se identificar os diferentes processos de gerenciamento de resíduos, presentes nas indústrias gráficas de médio e pequeno porte em Santa Catarina, com foco no reaproveitamento de resíduos e descarte adequado.

Segundo a Resolução CONAMA Nº 313/2002, as indústrias devem fornecer um inventário de resíduos que consiste em informações sobre manejo dos resíduos produzidos. Essas informações devem ser enviadas a cada 24 (vinte e quatro) meses ao órgão estadual do meio ambiente, e posteriormente, esse órgão deve se reportar ao órgão ambiental na esfera federal. No diagnóstico realizado, verificou-se que 25% destas não possuíam um controle da produção de resíduos industriais, com predominância de latas, solventes e tintas, bem como papel e cola.

Um total de 44% das empresas procuram armazenar corretamente os seus resíduos, porém, 33% acabam armazenando-os de modo misturado e as restantes, sequer o fazem. sequer fazem um armazenamento dos resíduos. com 16 respostas (44,4%) as outras 27 empresas que possuem um controle tem um total de mais de 3.000.000 quilos gerados anualmente. Importante pontuar que a norma ABNT NBR 12.235 (ABNT, 1992), define que o armazenamento de resíduos perigosos (Classe I) deve permanecer em área coberta, impermeável, elevada, até acúmulo de quantidade que justifique a disposição final em aterro industrial.

Autores: PEDRO HENRIQUE ORTIZ DE CAMARGO E JOEL DIAS DA SILVA.

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