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Reuso de efluentes para fertirrigação: estudo de caso da ete action, cachoeiras de Macacu, RJ

Reuso de efluentes para fertirrigação: estudo de caso da ete action, cachoeiras de Macacu, RJ

A partir da análise do estudo de caso de fertirrigação utilizando o efluente de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Cachoeiras de Macacu/RJ, esta pesquisa visa contribuir para a implementação da reutilização de águas residuais. Avaliando-o como fonte alternativa de água para irrigação de áreas rurais. A irrigação com água recuperada tem sido cada vez mais utilizada por vários países. Isto devido à situações de escassez de água e ao buraco da agricultura como um dos maiores consumidores de água.

Com base nos resultados da avaliação dos parâmetros de monitoramento da ETAR e comparando-os com os limites nas referências relativas aos parâmetros de qualidade das águas de reuso no Brasil e no exterior, constatou-se que existe um bom potencial para o uso de efluentes na irrigação. A maioria dos parâmetros avaliados atende aos padrões da legislação disponível.

Reuso de efluentes para fertirrigação

Por outro lado, também foi possível identificar algumas dificuldades para a implementação desta prática no Brasil, tais como:

  1. O reduzido conhecimento e a falta de uma cultura de reúso no país, justificando inclusive a ausência de uma legislação mais específica para a água recuperada, tanto na área rural quanto na urbana;
  2. As longas distâncias entre os grandes produtores de água recuperada (ETAR nas áreas urbanas) e os potenciais consumidores na área rural;
  3. E o baixo custo da água de fontes convencionais (poços, rios, lagoas) na área rural.

Entretanto, a reutilização se tornará uma alternativa estratégica para uma fonte de água. Aumentando a segurança da água e permitindo uma gestão mais racional e sustentável dos recursos hídricos. Apesar da reconhecida resiliência dos processos de lagoas de estabilização, no caso específico da ETAR avaliada, a ausência de uma garantia de entrada mais constante de esgoto bruto para alimentar o sistema pode ser crítica. Uma vez que implica diretamente em uma menor disponibilidade de água para suprir a demanda potencial de água recuperada na região vizinha.

Para reduzir os riscos sanitários, a implementação de uma ultrafiltração com membrana no trem de tratamento aumentaria as barreiras sanitárias. Assim como deveria proporcionar mais segurança ao sistema.

Autores: Felipe Jonathan Areias da Silva; Bruno Cabral Muricy; Miguel Angelo Alvarenga de Carvalho e Marcelo Obraczka.

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