saneamento basico

Reutilização de rejeito de dessalinizadores na Paraíba

Resumo

A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção, ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos, que mantêm em equilíbrio os ecossistemas. É, ainda, uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população. Diante desse cenário de dependência, são desenvolvidas técnicas físico-químico retirando sais da água, tornando-a doce e própria para o consumo, a dessalinização, então, é vista como uma das grandes alternativas para solucionar o problema de abastecimento no mundo. Porém, a destinação ambientalmente correta dos rejeitos do processo desse processo é um dos desafios enfrentados que deve ser ponderado. Isso porque a osmose reversa gera outro tipo de água, muito salina, com risco de contaminação ambiental elevado e geralmente, esse rejeito é devolvido ao solo ou até aos cursos d’água. A partir desses problemas, o presente trabalho tem como objetivo estudar as diversas formas de tratamento dos rejeitos da dessalinização da água e escolher uma técnica viável para a aplicação no sertão brasileiro, área que mais sofre com a escassez de água.

Introdução

O ser humano não consegue viver longe da água que bebe e dos resíduos que produz. Essa parece ser uma preocupação que acompanha as civilizações desde as épocas mais remotas. Embora, com o passar dos tempos, a humanidade tenha aperfeiçoado muitas técnicas para coletar água e afastar os detritos, o problema permanece até os dias de hoje. Os povos primitivos utilizavam métodos simples para recolher as águas das chuvas, dos rios e dos lagos. Na sua fase nômade, em que mudava constantemente de lugar, o homem deixava restos de alimentos e dejetos acumulando-se dentro da própria habitação. (CRUZ,2013)

Com o decorrer do tempo, as necessidades humanas e o crescimento da população passaram a exigir quantidades cada vez maiores de água e facilidade de acesso às fontes existentes. Ao mesmo tempo, eram procuradas novas fontes de suprimento, inclusive no subsolo. Na América, os incas e mesmo as civilizações mais antigas já construíam numerosos sistemas de canalização de águas para irrigação, principalmente nas terras áridas da costa do Peru. Os egípcios dominavam técnicas sofisticadas de irrigação do solo na agricultura e métodos de armazenamento de líquido, pois dependiam das enchentes do Rio Nilo.

Durante a Idade Média, os hábitos dos camponeses e senhores eram semelhantes àqueles praticados pelas civilizações passadas. A situação se agravou com o início do desenvolvimento industrial, em meados do século XVIII, quando as fábricas de tecidos levaram os artesãos em massa para os grandes centros urbanos. Atualmente, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia permitiu que fontes contaminadas se tornassem potáveis após tratamento. Hoje existem métodos diversificados para que o esgoto e o lixo não afetem a saúde e o meio ambiente. Porém, em toda a história da humanidade, a deterioração dos recursos naturais nunca atingiu tamanha proporção como nos dias atuais (CRUZ,2013).

Autores: VANESSA ROSALES BEZERRA; CARLOS ANTÔNIO PEREIRA DE LIMA; VALNELI DA SILVA MELO; MARIA VIRGINIA DA CONCEIÇÃO ALBUQUERQUE e LUIS REYES ROSALES MONTERO.

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