saneamento basico

Sustentabilidade econômica e ambiental: por que elas devem seguir juntas?

Ela está na pauta de incontáveis debates, é assunto de inúmeros veículos de comunicação e tema presente em diversas conferências de renome ao redor do planeta.

Devido principalmente às sérias e preocupantes previsões no que se refere à escassez dos bens naturais e aos impactos ambientais, de fato, muito se tem discutido sobre essa que virou uma palavra-chave dos nossos tempos: sustentabilidade.

Engana-se, porém, quem pensa que o conceito consta apenas na agenda de políticos e autoridades em geral: a conduta sustentável, cada vez mais, marca presença no dia a dia de cidadãos e empreendedores que, preocupados com os efeitos de seus processos produtivos, buscam se colocar a par da tendência global por um desenvolvimento que inclua também os aspectos sociais e ambientais.

A grande questão para empresas e indústrias de todos os portes e ramos, freqüentemente, é a seguinte: é possível conciliar crescimento econômico e mínimo (ou zero) impacto para o meio ambiente? A resposta é sim, e não faltam exemplos neste sentido. Organizações de relevância mundial, como Nestlé, Unilever e Walmart, já possuem programas de peso com o objetivo de reduzir o consumo de água, a emissão de gases poluentes e o gasto de energia, dentre outras metas, como mostramos neste artigo. Quando o foco é o cenário nacional, também possuímos grandes referências: um case de destaque é a Natura, que tem a sustentabilidade ambiental aliada à produção como carro-chefe.

A definição de sustentabilidade, realmente, deve ser encarada em seu sentido completo, combatendo um desenvolvimento que é cego e que acontece ao mesmo tempo em que ignora seus impactos no planeta. Esta temática é de suma importância para quem quer crescer na proposta mais ampla e significativa da tal palavra-chave da atualidade: crescer, de fato, como empresa que respeita o meio ambiente e o capital humano.

 

Sustentabilidade econômica

Não há como falar em sustentabilidade econômica sem considerar outro aspecto fundamental que suporta o conceito: o ambiental. É por este motivo que aliar a expansão dos negócios a este fator se tornou um verdadeiro dilema dos dias de hoje. A economia como a conhecemos, em sua origem,  partiu das forças de mercado, e não pautada por princípios ecológicos. No entanto, foi só nos últimos tempos que se percebeu a grande contradição do sistema: sem refletir sobre as consequências para o meio, a produção desenfreada de bens fica dessincronizada com os ecossistemas do planeta, destruindo aquilo do qual depende totalmente – os recursos naturais que são a base da própria produção.
Este é um forte argumento que, por si, já justifica a necessidade das sustentabilidades econômica e ambiental caminharem juntas, mas está longe de ser o único motivo. Com a crescente preocupação acerca dos efeitos dos processos industriais na natureza, a legislação ambiental, cada vez mais, “fecha o cerco” com o intuito de reforçar as exigências e validar as penalidades para que empreendimentos se adequem às normas de preservação estabelecidas. Estar em dia com as leis ambientais, inclusive, tem impacto direto na economia nos negócios – ignorar as determinações da área é o caminho mais curto para ter que arcar com multas financeiras e punições sérias devido ao descumprimento. A partir daí, a informação é a principal arma para se combater o problema. É indispensável que empreendedores de todos os segmentos procurem saber das regras válidas para sua região e se atualizem o quanto antes.
Vale destacar, ainda, que ficar por dentro da lei é o mínimo a ser feito em todos os casos: o modelo ideal de sustentabilidade propõe uma mudança geral que engloba toda uma nova reflexão sobre os padrões de produção atuais. Muito além de cumprir a legislação, é necessário repensar processos (administrativos, produtivos, de comercialização, de descarte dos produtos) e identificar os pontos que podem ser melhorados, visando construir uma gestão que considere o crescimento, a lucratividade e as ações ecológicas em um patamar de equilíbrio. Uma profunda mudança de mentalidade, mais que a adequação à lei, é a demanda urgente quando se trata de criar um sistema produtivo que priorize a proteção ao meio ambiente.

Consciência ecológica  

É interessante notar também que o aumento da consciência ecológica não se restringe apenas aos empreendedores, mas abrange ainda o outro lado da moeda: o consumidor. Este público está cada vez mais exigente em relação ao respeito ambiental como filosofia das empresas e prefere as marcas que se posicionam contra maus tratos aos animais, possuem selos de proteção ambiental e têm como medida o consumo consciente de energia e de recursos naturais, como abordamos mais profundamente neste artigo.
Intimamente ligados, os quesitos econômico e ambiental devem ser encarados como partes de um mesmo esquema maior, inserindo a sustentabilidade de vez no dia a dia de empresas de todos os portes e áreas de atuação. Toda esta mudança de paradigma exige um acompanhamento à altura por parte desses negócios que, ao adotarem tecnologias eficientes do ponto de vista econômico-ambiental, se definem também como empreendimentos inovadores e coerentes com as tendências e necessidades de seu tempo.

Fonte: Tera Ambiental.

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »