saneamento basico

Dimensionamento de usina de compostagem utilizando lodos de estação de tratamento de esgotos (ETEs) e compostos orgânicos provenientes da Universidade Federal do Piauí

Resumo

O gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos (RSU) é um problema que tem se tornado muito relevante no Brasil. Dentre os tipos de RSU podemos destacar os resíduos sólidos orgânicos (RSO) que abrangem restos de animais ou vegetais descartados de atividades humanas podendo ter diversas origens, como doméstica ou urbana (restos de alimentos e podas), agrícola ou industrial (resíduos de agroindústria alimentícia, e outras), de saneamento básico (lodos de estações de tratamento de esgotos), entre outras (BRASIL, 2017). Dentre os RSO existentes é possível se destacar os lodos de esgoto, que são subprodutos provenientes das estações de tratamento de esgoto (ETEs) durante sua operação. Uma alternativa para o tratamento desse resíduo em questão é a compostagem que é uma forma de tratamento biológica de resíduos sólidos orgânicos na presença de oxigênio. Este trabalho teve como objetivo o dimensionamento de uma usina de compostagem que utiliza lodos de estação de tratamento de esgoto e compostos orgânicos provenientes da Universidade Federal do Piauí.

Introdução

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei n° 12 .305 de 2 de Agosto de 2010, estabelece em seu artigo 9° que na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos (BRASIL, 2010).
Segundo Andreoli, Von Sperling e Fernandes (2014), qualquer que seja a opção de tratamento escolhida para os dejetos ao final do processo ocorre a geração de efluente tratado e de resíduos sólidos orgânicos, que são os chamados lodos.
A compostagem se apresenta como alternativa biológica de digestão aeróbia dos resíduos sólidos orgânicos, sendo um processo controlado de decomposição microbiana, de oxidação e oxigenação de uma massa heterogênea de matéria orgânica no estado sólido e úmido (KIEHL,2004).
O resultado da compostagem é um produto suficientemente estabilizado que pode ser considerado como um enriquecedor do solo, podendo ser aplicado para melhorar as suas características, sem que haja uma contaminação do meio ambiente (MEIRA, et al., 2003). Além disso, a compostagem evita a saturação da área de disposição final dos resíduos, contribui para a atenuação da concentração da carga orgânica no lixiviado gerado e redução na emissão dos gases de efeito estufa para a atmosfera (GOMES et al., 2015).
Em 2014 a ETE Leste de Teresina recebia 45 caminhões de 7.000l com dejetos provenientes de fossas sépticas por dia totalizando de 315.000l/dia (PMSB, 2016). O conteúdo desses caminhões é despejado diretamente nos mecanismos de tratamentos da ETE Leste juntamente com o esgoto proveniente do sistema de coleta de esgoto. Todo esse composto é tratado em conjunto e ao final ocorre a geração de resíduos sólidos orgânicos (lodos) e efluente tratado.
Concomitantemente à essa realidade, o Campus Ministro Petrônio Portella da Universidade Federal do Piauí produz resíduos sólidos orgânicos, tais como podas e varrições de árvores, que podem ser aproveitados em pátios de compostagem. O trabalho em questão tem como objetivo propor a implantação de uma usina de compostagem no que utilize como substrato tanto lodos provenientes da ETE Leste, quanto os resíduos sólidos orgânicos gerados no campus da UFPI.

Autor: Lucas Marques Soares Silva; Danilo Prado Pires; Carlos Henrique da Costa Brauna; e Pedro Alves de Oliveira Júnior.

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