Alternativas de usos sustentáveis para o efluente final e lodo gerados na ETE Insular- Florianópolis/SC

Resumo

O aumento populacional e o estilo econômico eminente na atualidade estão provocando forte pressão sobre os recursos naturais. O planeta não está sendo capaz de prover matéria prima e absorver as emissões oriundas do processo na mesma velocidade em que ocorrem, caminhando para um nível de degradação irreversível. É necessário que a sociedade mude seus hábitos e substitua o estilo de consumo linear pelo circular. Sob esta ótica, a mudança de paradigma sob as ETEs convencionais se faz necessária, para que se adequem a moldes ambientalmente mais sustentáveis, fazendo, entre outras coisas, o reaproveitamento dos subprodutos gerados no tratamento. Assim, realizou-se um diagnóstico operacional da ETE Insular – Florianópolis/SC, onde constatou-se que são gerados como subprodutos o efluente final e o lodo desaguado, dispostos na Baía Sul e em aterro sanitário, respectivamente. A análise dos resultados laboratoriais disponibilizadas pela CASAN revelou que o efluente final não se enquadra nas classes de reuso conforme a NBR 13969/93, principalmente devido ao parâmetro de coliformes termotolerantes. Igualmente acontece com o lodo desaguado, caracterizado conforme pesquisa bibliográfica e que não atende a todos os parâmetros estabelecidos para reaproveitamento no solo. Com isto, realizou-se um levantamento de propostas para a otimização sustentável na estação e que posteriormente foram hierarquizadas pelo método AHP. A melhor proposta para a reutilização do efluente final como água de reuso foi a empresa que presta serviços terceirizados na desobstrução de redes coletoras de esgoto e a melhor proposta para o lodo desaguado foi o reaproveitamento agrícola.

Autora: Caroline Thie Nakawatase.

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