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Fundo de pensão canadense CPP entra no setor de saneamento com aporte na Iguá e mira concessões

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O fundo de pensão canadense CPP deu largada ao primeiro de uma série de investimentos que pretende fazer no setor de saneamento no Brasil após a sanção do novo marco legal do setor, há menos de um ano.

O CPP fechou acordo para aportar R$ 1,18 bilhão em troca de uma fatia de 45% na Iguá Saneamento, conforme valores antecipados pela Coluna do Broadcast em janeiro.

Ao entrar na Iguá, a ideia é dar musculatura para a que empresa deslanche no setor. Atualmente, a companhia já detém 18 contratos em cinco Estados, sendo responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto a 6 milhões de pessoas. A principal disputa no radar é a concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), cujo leilão deve movimentar R$ 40 bilhões, o maior projeto de infraestrutura do País.

O diretor-geral do CPP na América Latina, Rodolfo Spielman, avalia que o setor de saneamento tem muito potencial para crescer após a sanção do novo marco legal, que permite maior participação da iniciativa privada. Por novo marco legal, que permite maior participação da iniciativa privada. Por sua vez, o diretor de infraestrutura, Ricardo Szlejf, estima que a Iguá vai participar de “muitos, senão todos os processos de concessão e privatização nos próximos anos”. A possibilidade de uma oferta inicial de ações da empresa não está descartada.

O aporte de R$ 1,18 bi do CPP na Iguá envolve R$ 514 milhões na capitalização da companhia e R$ 664 milhões na compra de ações do fundo Cyan, do empresário Flávio Guimarães, e do Bradesco, que saíram do quadro societário. Com isso, a Iguá terá como controlares CPP (45%), Aimco (39%) e IG4 (5%), todos com participações via fundo de investimento, além do BNDESPar (11%) via participação direta.


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O CPP também mira ativos nas áreas de geração e transmissão de energia, redes de fibra ótica e torres de telecomunicações, além de rodovias. O fundo canadense tem cerca de US$ 5 bilhões em investimentos no Brasil, o equivalente a metade da carteira de toda a América Latina.

Fonte: Coluna do Broadcast.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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