saneamento basico

Colapso de água já atinge 21 cidades no RN

O Rio Grande do Norte é o estado brasileiro com mais municípios em estado de emergência pela seca (92%) – o que garante o acesso a recursos públicos com dispensa de licitação. É o que mostra levantamento divulgado essa semana pelo portal G1 nacional, sobre a situação nos em 1.083 municípios do país, além do Distrito Federal, com decreto de emergência. A situação de colapso no abastecimento de água já atinge 21 cidades em todo o Estado.

Para manter o abastecimento da Bacia Piranhas-Açu, será liberada a vazão do reservatório Mãe D’água, na Paraíba. A decisão foi tomada esta semana, em reunião do comitê da Bacia Piranhas-Açu/Mãe D’água. As águas levam em média 22 dias para chegar ao Estado. O reservatório passou a ser a opção para o RN depois que o reservatório de Curema, também no estado vizinho, entrou
em volume morto.

Expectativa
O secretário de recursos Hídricos do Estado, Mairton de França, conta que na reunião ficou acordado entre os membros do Comitê de segurança Hídrica que a Caern fará obras de ajustes dessa vazão, com um caminho de água que passa pelos rios Aguiar (PB), Piranhas e Mossoró. “Mesmo sendo no estado vizinho, devido a urgência, a Caern se encarregará da obra”, afirma o secretário.

A expectativa, explica França, é de que as águas do Mãe D’água atendam a bacia do Piranhas até fevereiro de 2017. “A partir daí a adutora emergencial Jucurutu/Serra de Santana/Caicó, que será construída pelo DNOCS, vai abastecer de forma permanente estas localidades”, afirma.

A adutora emergencial irá atender também os municípios de Caicó, São Fernando, Timbaúba dos Batistas e Jardim de Piranhas, na região Seridó, que estão passando por alterações no sistema de abastecimento de água por causa da situação de seca que atinge o Estado. Todos esses municípios são atendidos normalmente pela Adutora Manoel Torres, que capta água no Rio Piranhas e foi
paralisada em setembro. Por ora, cada cidade conta com um sistema alternativo para abastecimento em rodízio.

“Para o caso de as obras se prolongarem mais, perfuramos 30 poços na zona urbana de caicó, parara injetar na rede de abastecimento. Para outras cidades temos a opção de abastecimento por carros pipas”, pontua Mairton França.

A Semarh é responsável pelo planejamento e gestão hídrica da adutora emergencial. Como será construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, França não soube informar sobre o início das obras. “A última informação que temos é que o DNOCS deverá abrir esta semana o processo de dispensa de licitação para contratação de duas empresas para agilizar a construção da adutora”, conta.

Fonte: Tribuna do Norte

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »