saneamento basico

Mar esquentou duas vezes mais nos últimos 18 anos, diz estudo

Nos últimos 18 anos, os oceanos estão ficando cada vez mais quentes. Muito mais do que o esperado, inclusive. E a consequência disso não é de banhos de praia mais quentinhos para você. Um estudo publicado nesta segunda-feira sugere que os oceanos dobraram sua absorção de calor nas últimas duas décadas, com um terço do aquecimento indo para suas regiões mais profundas. A informação é do Observatório do Clima.

Em números gerais, não parece ter mudado muita coisa. Mas, o aumento de menos de um décimo de grau Celsius por década nos últimos 50 anos em seus 700 metros mais rasos equivale a 330 setilhões de joules (o número 33 seguido de 22 zeros). É algo como 10 milhões de vezes a energia liberada por uma bomba de hidrogênio (sabe aquela testada pela Coreia do Norte recentemente? Pois é!) de 1 megaton. Veja aqui como o grupo liderado por Peter Gleckler, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (EUA) chegou nessas conclusões.

Para entender o impacto, é simples: imagine que estamos dentro de um copo com bastante água e gelo. Tudo vai bem enquanto a água está gelada, quase na mesma temperatura do gelo. Acontece que a água está esquentando e com isso, a velocidade com que o gelo está derretendo é muito maior. Na vida real, isso significa que o degelo na Groelândia e na Antártida, por exemplo, está bem mais acelerado, contribuindo para a elevação do nível do mar.

Mas, o que você tem a ver com isso? Se você mora no litoral do Brasil, esse é um problema grande. A começar pelos impactos do avanço do mar. Em Natal e em diversas cidades do país, por exemplo, barreiras de contenção já estão sendo construídas na tentativa de proteger o calçadão das marés cheias. Em ilhas do Atlântico, populações inteiras estão sendo deslocadas para o continente, porque o mar já está “invadindo” suas casas. Estudos também tentam associar o aumento da temperatura dos mares a descoloração e morte dos corais.

Precisamos olhar mais fundo. Entender que somos parte de um sistema muito maior. A maneira como a gente escolhe ir para o trabalho, o prato que a gente escolhe para o fim de semana, a roupa que a gente escolhe para presentear um amigo… tudo isso tem impactos muito maiores do que a gente pensa e que uma hora ou outra voltarão para você.

Fonte: Novo Jornal

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »