saneamento basico
PAC Drenagem retoma investimentos com novo modelo de exigência técnica desempenho hidrológico passa a ser critério de repasse

PAC Drenagem retoma investimentos com novo modelo de exigência técnica: desempenho hidrológico passa a ser critério de repasse

O governo federal relançou o PAC Drenagem com dotação de R$ 18,4 bilhões para 12 regiões metropolitanas. Além disso, a iniciativa traz uma mudança estrutural em relação aos ciclos anteriores.

Nesse sentido, os projetos financiados passam a ser avaliados por indicadores de desempenho hidrológico mensuráveis. Como, por exemplo, a redução de pico de vazão, o volume de amortecimento e o tempo de concentração.

Dessa forma, a análise deixa de considerar apenas critérios de execução física e financeira. E, portanto, passa a incorporar métricas técnicas mais robustas, voltadas à efetividade das intervenções.

A exigência, incorporada ao manual operativo do programa, obriga os municípios a apresentarem modelagem hidrodinâmica calibrada como condição de habilitação, e a monitorarem os parâmetros contratados durante os primeiros cinco anos de operação. Inadimplência nos indicadores implica retenção de parcelas subsequentes.

A mudança de critério responde a um diagnóstico recorrente nas avaliações do TCU sobre ciclos anteriores do PAC: obras concluídas dentro do prazo e do orçamento que não reduziram a frequência de inundações nas bacias beneficiadas.

Em três casos auditados entre 2017 e 2022, a implantação de reservatórios de detenção sem controle integrado de bacia resultou em transferência do problema para sub-bacias adjacentes.

O que muda na prática

Os projetos habilitados precisam demonstrar, via simulação em modelo 1D/2D calibrado, a redução mínima de 30% no QpQ_p Qp​ para o evento de projeto com TrT_r Tr​ = 25 anos. Projetos que incluam componentes de controle em tempo real (RTC) ou infraestrutura verde integrada recebem bônus de pontuação técnica no processo seletivo — o que, na prática, favorece consórcios que combinam as duas abordagens.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Agência Nacional de Águas (ANA) dividem a responsabilidade de verificação técnica dos modelos entregues, com protocolo padronizado de aceitação ainda em consulta pública.

Contexto

O Brasil registrou, entre 2020 e 2024, aumento de 34% no número de municípios em situação de emergência por eventos hidrológicos urbanos, segundo dados do CEMADEN. A concentração de chuvas em eventos de alta intensidade e curta duração — padrão agravado pelas mudanças climáticas — tem exposto a insuficiência dos sistemas de macrodrenagem dimensionados para padrões pluviométricos defasados, muitos deles baseados em séries históricas anteriores a 1990.

Fonte: Texto elaborado pelo Portal Saneamento Básico com auxílio de IA


Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »