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Tóquio é uma das cidades que menos desperdiça água no mundo

Capital do Japão dá exemplo com equipamentos simples e constante fiscalização, além do combate ao desperdício, que não passa de 2%.

Uma das cidades mais populosas do mundo consegue ser também uma das que menos desperdiçam água. O correspondente Márcio Gomes mostra o exemplo de Tóquio.

A calçada perfeita no centro de Tóquio tem um ponto ligeiramente afundado e úmido. Foi descoberto por uma equipe da companhia de água que roda a cidade buscando vazamentos.

Com equipamentos simples, eles podem localizar o desperdício debaixo do asfalto pelo som.
Em duas horas de escavação, com a preocupação de proteger o calçamento com uma lona, se encontra o problema.

A válvula, desgastada pelo tempo, jogava fora quatro litros d’água por minuto. Segundo o chefe da equipe, “É fazendo esses pequenos consertos que se consegue manter o baixo o índice de vazamentos”.

Com 27 mil quilômetros de rede de distribuição, abastecendo cerca de 13 milhões de habitantes, a perda de água limpa em Tóquio é das mais baixas no mundo: 2%. Muito pouco, se comparada aos 30% de Rio e São Paulo.

Além da constante fiscalização, é fundamental prevenir. E lá os canos muitas vezes são trocados antes que o defeito apareça.

O Jornal Nacional acompanhou esse trabalho em uma rua residencial. A tubulação que foi retirada nesta segunda-feira (23) não apresenta uma rachadura sequer, e é possível ver: é de 1976.

A troca está sendo feita dentro de um grande programa, por canos mais novos, é claro, e também mais resistentes.

O material é o ferro fundido dúctil. E em uma terra propensa a terremotos, cada junção ganhou um reforço, uma pequena saliência que torna mais difícil a separação nas juntas.

As fotos no vídeo acima mostram um teste com um guindaste levantando os novos tubos. Eles não se rompem. Até 2023, quase 60% da cidade já estará com tubulações reforçadas.

“Com os novos canos poderemos baixar ainda mais esse índice de vazamentos”, acredita um dos responsáveis pela obra.

Para os japoneses, não interessa o índice: se é desperdício, precisa ser combatido.

Fonte: G1

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