Após a crise no início do ano, a empresa afirmou que tem investido em programas de governança e controles antecedentes, além de concentrar sua alocação de capital em projetos mais rentáveis.
A Aegea não tem uma meta para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas quer estar pronta para isto, afirmou Radamés Casseb, presidente da empresa de saneamento.
“A gente não tem meta interna, mas a discussão de governança é estar com a companhia preparada, é estar com nível de maturidade para apoiar em destravar todo valor possível do portfólio mais cedo”, disse, durante evento realizado por sua acionista Itaúsa, nesta terça-feira (6 de Outubro).
Após a crise da companhia no início do ano, devido ao atraso na publicação de suas demonstrações financeiras de 2025 e uma indicação de alavancagem financeira próxima do limite, a Aegea tem investido em programas de governança e controles antecedentes, além de concentrar sua alocação de capital em projetos mais rentáveis, afirmou o executivo.
“Processos importantes neste ponto fazem com que a gente revisite a alocação de capital de forma mais contundente, para poder antecipar valor, fazendo as melhores escolhas, antecipando assim também o amadurecimento no custo operacional de ganhos de produtividade em companhias, de ganhos de ‘ramp up’, gerando esse motor de recuperação da companhia”, disse. “A ênfase é por antecipar os projetos mais rentáveis.”
No evento, Raul Calfat, presidente do conselho de administração da Itaúsa e também conselheiro da Aegea, disse que a companhia tomou medidas com rapidez em meio à crise em torno do balanço de 2025.
“Queria demonstrar a confiança da Itaúsa no que vem sendo feito”, disse ele, destacando o aumento de capital feito pela holding na operadora de saneamento neste ano.
Fonte: Valor