Saneamento em MG ainda gera preocupações pós-privatização da Copasa
Associação aponta dúvidas sobre tarifas, metas de universalização e futuro da Copanor; presidente da companhia ressalta acordo para levar tratamento de esgoto a 273 municípios
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O Brasil assumiu, para finalmente pagar uma dívida histórica com sua população – especialmente a mais vulnerável -, um compromisso ambicioso. A Lei nº 14.026, de 2020, fixou a meta de levar água tratada a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90% até 2033.
Foi realizado, no dia 10 de julho, na B3, o leilão promovido pela Prefeitura de Timbó / SC. Por meio do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto ( SAMAE ), para a concessão dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município.
A infraestrutura de saneamento básico de Campos dos Goytacazes ganhou um reforço com a entrega oficial da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Saraiva, pela concessionária Águas do Paraíba.
Pacote de obras inclui novas redes, adutoras, reservatórios e sistema de esgotamento sanitário
Você já imaginou uma indústria perder 40% do que produz? Ficar apenas com os 60% restantes? Se uma padaria jogasse fora quatro em cada dez pães que assa, antes mesmo de abrir, todo mundo acharia um absurdo. No saneamento brasileiro, é exatamente o que acontece com a água tratada. O país perdeu quase 40% da água produzida em 2024 antes de chegar à torneira da população.
Mais da metade dos R$ 525 bilhões estimados pelo Ministério das Cidades para universalizar o saneamento no Brasil até 2033 devem ser investidos no Nordeste: a região tem uma demanda de R$ 274 bilhões em obras.
A Sabesp está em fase de conclusão de importantes obras estruturantes na cidade de Mauá. As intervenções irão solucionar os gargalos históricos de abastecimento e beneficiar diretamente 240 mil moradores do município, na região do ABC paulista. Entre as principais obras estão o novo Centro de Reservação Mauá. Além disso, a companhia constrói as Estações Elevatórias de Água (EEAs) Anchieta, Zaíra e Caixa de Passagem. Essas estruturas serão atendidas pelo Sistema Alto Tietê. O investimento total é de R$ 166,8 milhões.
O leilão de concessão de saneamento básico de cidades que não são atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deve acontecer até o fim de 2026.
A falta de coleta e tratamento adequado de esgoto continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública no Brasil. Embora muitas vezes invisível no cotidiano das cidades. O saneamento básico está diretamente ligado à prevenção de doenças, à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.