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Estudo do MIT mostra impacto do saneamento em São Paulo

O acesso universal ao saneamento transforma o cenário socioeconômico de São Paulo. Um levantamento recente da MIT Technology Review evidencia que a expansão das redes hídricas melhora o desempenho escolar, amplia a renda e gera milhões de empregos no estado. A pesquisa analisa os impactos do plano de universalização liderado pela Sabesp, que recebeu R$ 15,2 bilhões em investimentos apenas em 2025.

A desestatização da companhia paulista alavancou os aportes financeiros na infraestrutura de água e esgoto. A previsão governamental aponta para uma injeção de R$ 260 bilhões até 2060 nos 370 municípios atendidos. O estudo projeta um acréscimo de R$ 330 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional neste mesmo período.

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Saneamento reflete na renda e no emprego

A execução dessas obras de infraestrutura movimenta diretamente a economia brasileira e altera o mercado de trabalho. As projeções indicam a criação de 4,6 milhões de postos de emprego nas próximas décadas. O avanço estrutural afeta a capacidade de geração de riqueza da população atendida.

Trabalhadores residentes em áreas com saneamento adequado registram um rendimento médio de R$ 3.359, enquanto aqueles sem o serviço recebem cerca de R$ 2.103. A ausência de esgoto tratado aumenta a incidência de doenças e eleva o absenteísmo profissional. Profissionais informais sofrem o maior impacto financeiro com as faltas recorrentes por problemas médicos.

Impacto invisível nas salas de aula

O levantamento do instituto americano traça uma correlação direta entre a infraestrutura urbana e a educação. Jovens com banheiros próprios em casa alcançam notas superiores no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com destaque para as provas de matemática e redação. O ambiente salubre favorece a concentração e o aprendizado contínuo.

O acesso diário à água tratada reduz infecções de veiculação hídrica e diminui drasticamente as faltas escolares. Dados do Painel Saneamento Brasil mostram que estudantes com infraestrutura adequada estudam em média 8,49 anos. Alunos sem a mesma assistência permanecem nas escolas por apenas 5,31 anos, escancarando a desigualdade.

Ativo climático e redução de emissões

A universalização atua como uma ferramenta estratégica para a mitigação das mudanças climáticas globais. O esgoto não coletado lança gases de efeito estufa de forma difusa nos rios, dificultando qualquer controle ambiental. A captação transfere essas emissões para ambientes fechados, permitindo a gestão tecnológica dos poluentes.

Obras de saneamento com tecnologias modernas de tratamento projetam evitar a emissão de 9,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente até 2050. Este volume representa cerca de 62% das emissões anuais da capital paulista registradas em 2024, segundo a plataforma SEEG do Observatório do Clima.

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Saúde pública e alívio aos cofres estaduais

Investir na coleta de efluentes alivia a pressão imediata sobre hospitais e unidades de pronto atendimento. A Organização Mundial da Saúde calcula que cada dólar aplicado no setor gera uma economia de US$ 4,3 em gastos médicos. O controle rigoroso de doenças como dengue, diarreia e leptospirose desonera o sistema público de saúde.

As metas estaduais buscam atingir a universalização dos serviços até 2029, quatro anos antes do prazo estipulado pelo marco legal federal. O estado fechou o primeiro trimestre de 2026 com 87% de cobertura hídrica e 71% de tratamento de esgoto. Os dados do MIT comprovam que o saneamento supera a condição de obra pública e se consolida como o principal motor de transformação social do país.

Fonte: ABC do ABC

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