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Maranhão Sem Coleta de Esgoto

Maranhão é o estado com maior número de casas sem coleta de esgoto

Maranhão Sem Coleta de Esgoto

No Brasil, quase 47% das famílias ainda não possuem água potável, banheiros, coleta e tratamento de esgoto nas residências. É o que revela o novo estudo do Instituto Trata Brasil “A vida sem saneamento: para quem falta e onde mora essa população?”.

No nordeste a situação é ainda mais preocupante, sendo a região que mais sofre com a falta desses serviços.

Entre os estados nordestinos, a falta de coleta de esgoto é o problema que mais afeta a população. De acordo com a pesquisa, a maior concentração de moradias com essa privação estava no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

A maioria das residências estão em área rural, cidades do interior ou até mesmo assentamentos de regiões metropolitanas. Em geral, vivem nessas residências famílias de três ou quatro pessoas. São pobres, negros e com baixa formação escolar.

O estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com a Ex Ante Consultoria Econômica e o CEBDS utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADC), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2013 e 2022.

Maranhão Sem Coleta de Esgoto

Em suma só no Nordeste, quase metade das moradias ainda não tem acesso a esse tipo de serviço: 42,7% das residências, totalizando 9,8 milhões de moradias. Segundo as estatísticas da PNADC, 22,8 milhões de moradias não tinham acesso à rede geral de coleta de esgoto em 2022. Esse número corresponde a 30,8% do total de residências no país.

Com análise em todos os estados brasileiros, a pesquisa levou em consideração cinco categorias: privação de acesso à rede geral de água; frequência de recebimento insuficiente de água potável; disponibilidade de reservatório; privação de banheiro; e privação de coleta de esgoto.

Portanto considerando as moradias de todo o Brasil, da totalidade de 74 milhões, quase 9 milhões não possuem acesso à rede geral de água; quase 17 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento; cerca de 11 milhões não possuem reservatório de água; cerca de 1 milhão não possui banheiro; e 22 milhões não contam com coleta de esgoto.

Fonte: OI.

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