saneamento basico
leiloes saneamento

Prefeitura e Câmara de Teresópolis/RJ buscam soluções para iniciar licitação de saneamento básico

Imagem Ilustrativa

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro anulou no início deste mês o processo licitatório para a contratação de uma empresa para prestar o serviço de saneamento básico no município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

Processo previsto para acontecer em dezembro do ano passado foi anulado pelo TCE-RJ

Em dezembro do ano passado, uma decisão monocrática do órgão já havia impedido a realização do certame, que, inicialmente, estava previsto para acontecer no dia 20 do mesmo mês.

O motivo para o cancelamento da licitação é a falta de autorização do Poder Legislativo. A concessão de serviços públicos deve ser autorizada pela Câmara de Vereadores, como previsto no artigo 99 da Lei Orgânica de Teresópolis.

Além disso, o TCE apontou outras irregularidades nas regras do edital. Segundo o órgão, há subjetividade nos critérios de julgamento e de pontuação técnica.

O tribunal diz que “há exigências indevidas para fins de qualificação técnica das empresas concorrentes e inconsistências nas cláusulas contratuais”, que podem acarretar em danos aos cofres públicos.

Com a decisão do TCE, a Prefeitura de Teresópolis não poderá realizar o processo licitatório para a contratação até que revise todos os itens apontados e consiga autorização do Legislativo.

O órgão orientou que o presidente da Câmara de Vereadores adote ações que busquem solucionar, junto ao Poder Executivo, os problemas relacionados ao assunto.


LEIA TAMBÉM: Leilões do saneamento chegam aos pequenos municípios de São Paulo

Resposta da Prefeitura

Em nota, o Executivo informou que, “O prefeito Vinicius Claussen vem conversando com o presidente da Câmara Municipal, vereador Leonardo Vasconcellos, na busca da melhor solução para o município. Ambos entendem que o projeto tem fundamental importância para o município, que tem zero quilômetro de coleta e tratamento de esgoto. Os pontos do edital apontados pelo TCE-RJ serão analisados e revistos para adequar ao entendimento do órgão de controle”.

O município informou também que continuará realizando ações fiscalizatórias para que a atual prestadora do serviço, mesmo sem contrato vigente, garanta o fornecimento de água de forma correta e com qualidade para os munícipes.

Posicionamento do Legislativo

Já o presidente da Câmara Municipal de Teresópolis, Leonardo Vasconcellos, informou que, desde o início, a casa legislativa se mostrou contrária ao processo licitatório por identificar “aspectos nebulosos” no certame e “por não haver autorização legislativa, conforme exigido em lei”.

Através de nota, o presidente informou que a prefeitura deve se adequar às exigências do TCE e ouvir a população de Teresópolis para que o processo seja realizado da melhor forma.

“A Câmara de Teresópolis está disposta a discutir meios que possibilitem a implementação do saneamento básico em nosso município, desde que realizado um amplo debate com a sociedade, através de audiências públicas presenciais objetivando ouvir as reais demandas de toda comunidade teresopolitana. Sendo enviado um Projeto de Lei que atenda os reais interesses da população e seja adequado às determinações dos órgãos de controle após amplo debate público certamente a Câmara Municipal de Teresópolis o analisará”, disse o presidente.

Prestação do serviço

Desde 2017, uma empresa contratada pela prefeitura vem desenvolvendo um projeto para desenvolvimento de saneamento básico no município.

De acordo com o estudo, a empresa vencedora do processo licitatório terá que implantar quatro estações de tratamento, 367 km de rede de esgoto, nove estações de bombeamento entre outras estruturas para prestação do serviço com qualidade.

Fonte: Portal Multiplix.

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »