CCEE: Consumo e geração de energia caem cerca de 2% em setembro

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de setembro apontam redução no consumo (-1,9%) e na geração (-1,8%) de energia elétrica no país, quando comparados com o mesmo período de 2014. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em setembro, a análise do desempenho da geração indica que 61.347 MW médios de energia foram entregues ao Sistema Interligado Nacional – SIN. O destaque segue na produção das usinas eólicas com o registro de 2.991 MW médios, um aumento de 57,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As usinas hidráulicas tiveram queda de 3,6% com a geração de 41.485 MW médios no mês. A representatividade da fonte, em relação a toda energia gerada no país, foi de 67,7%, índice 1,1 ponto percentual inferior ao registrado em 2014.

O consumo de energia elétrica somou 59.357 MW médios com redução tanto no mercado cativo – ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, quanto no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual os consumidores compram energia diretamente dos fornecedores. O consumo cativo registrou 45.235 MW médios, uma diminuição de 0,7%. Já os agentes livres consumiram 14.122 MW médios, ou seja, 5,3% a menos do que no mesmo período do ano passado.

Entre os segmentos industriais que adquirem energia no Ambiente de Contratação Livre – ACL, apesar da redução na maioria, cinco setores registraram elevação. O maior aumento ocorreu na extração de minerais metálicos (4,3%), que foi seguido pelas empresas químicas (3,1%), de telecomunicações (1,5%), comércio (1%) e alimentícios (0,8%).

A análise dos dados de agentes autoprodutores, ou seja, empresas que investem em usinas próprias devido à grande demanda por eletricidade, aponta aumento de 12,4% na geração e queda de 2% no consumo em setembro. O setor de transporte (-10,7%), metalurgia e produtos de metal (-10,5%) e alimentícios (-6,7%) foram os que mais contribuíram com os índices. Mesmo com a redução, empresas que atuam nos segmentos extração de minerais metálicos (+7,8%), de serviços (+4,6%) e madeira, papel e celulose (3,5%) ampliaram o consumo em relação ao mesmo período do ano passado.

O InfoMercado semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, na quinta semana de setembro, o equivalente a 91,6% de suas garantias físicas, ou 42.481 MW médios em energia elétrica.

Fonte: Setor Energético

Últimas Notícias:
Especialistas debatem relevância crescente de contabilidade para o saneamento no ENCONSAB (3)

Especialistas debatem relevância crescente de contabilidade para o saneamento no ENCONSAB

O 3º Encontro Nacional de Contadores do Setor de Saneamento (ENCONSAB), realizado na quarta (19/8) e quinta-feira (20/8), em São Paulo. Reuniu 313 representantes de órgãos reguladores, empresas, entidades de classe e especialistas para discutir os desafios da contabilidade diante das transformações do setor. Ao longo da programação, temas como Reforma Tributária, contabilidade regulatória, novas normas internacionais, Inteligência Artificial e auditoria independente mobilizaram os debates.

Leia mais »
Recompensa para denúncia de descarte irregular de lixo já pode ir a Plenário

Recompensa para denúncia de descarte irregular de lixo já pode ir a Plenário

Em reunião nesta quarta-feira (19/08), a Comissão de Administração Pública e Segurança Pública emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 791/2026, de autoria de Professora Marli (PP), que institui o Programa de Fiscalização Colaborativa, com a finalidade de prevenir e combater o descarte irregular de resíduos sólidos em espaços públicos de BH. O texto prevê canais oficiais para o recebimento de denúncias e garante a preservação da identidade do denunciante. Nos casos comprovados, o denunciante poderá receber uma bonificação de até 30% do valor da multa paga pelo infrator.

Leia mais »