saneamento basico

Expansão do acesso à energia é chave para enfrentar problemas globais

Será que ouvir rádio à frente de um ventilador é mais importante para as populações dos países mais pobres do que ter um refrigerador para conservar seus alimentos ou dispor de formas para preparar refeições que dispensem a queima de lenha?

Dar aos países e populações mais pobres o acesso a formas de geração de energia mais modernas e confiáveis é o melhor caminho para enfrentar os desafios globais do clima e da energia.

Esta é a conclusão de um novo relatório, chamado Our High-Energy Planet (nosso planeta de alta energia, em tradução livre), lançado pelo projeto Climate Pragmatism (pragmatismo climático), da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos.

As mudanças climáticas não podem ser resolvidas nas costas das pessoas mais pobres do mundo,” disse Daniel Sarewitz, coautor do relatório. “A chave para resolver tanto a pobreza quanto os problemas climáticos está em ajudar as nações a construir sistemas de energia inovadores que possam oferecer energia barata, limpa e confiável.

Inovações em energia
Dada a relação fundamental entre o acesso à energia abundante e o desenvolvimento humano, as mudanças climáticas devem ser abordadas no contexto das nações pobres ganhando acesso à energia moderna, defendem os pesquisadores.

O relatório critica as Nações Unidas, a Agência Internacional de Energia e outras iniciativas no campo da energia como insuficientes para impulsionar o desenvolvimento humano sustentado.

IPCC é acusado de “marginalizar” países pobres
O padrão da ONU para o acesso básico à eletricidade, por exemplo, é suficiente apenas para alimentar um ventilador, duas lâmpadas e um rádio por algumas horas durante a noite – mas será que ouvir rádio à frente de um ventilador é mais importante para essas pessoas do que ter um refrigerador para conservar seus alimentos ou dispor de formas para preparar suas refeições que dispensem a queima de lenha, por exemplo?

Uma expansão maciça dos sistemas de energia, induzidos principalmente pela urbanização nas nações em desenvolvimento, é a resposta mais robusta, coerente e ética para os desafios globais que a humanidade enfrenta hoje – as mudanças climáticas entre elas -, argumentam os autores do relatório.

Enfatizando que a inovação é a chave para reduzir as emissões enquanto o acesso à energia se amplia, o relatório aponta que os setores de energia estão crescendo a uma velocidade vertiginosa nas nações emergentes, e seu desenvolvimento cria oportunidades enormes para a inovação.

Fonte: Inovação Tecnológica
Veja mais: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=expansao-acesso-energia-chave-enfrentar-problemas-globais&id=010125140529#.U4ce4XJdWuI

Últimas Notícias:
Cagece assina termo para iniciar obras de usina de dessalinização

Cagece assina termo para iniciar obras de usina de dessalinização

A Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) assinou, na quinta-feira (16 de julho), o termo de autorização para o início imediato das obras da Dessal do Ceará. A usina será a maior planta de dessalinização do país. Terá capacidade projetada de 1 metro cúbico por segundo, o equivalente a mil litros de água dessalinizada por segundo.

Leia mais »
ANA realiza ciclo de oficinas sobre implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico

ANA realiza ciclo de oficinas sobre implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) promoverá, a partir de 22 de julho, um ciclo de oficinas voltado à implementação da reforma tributária no setor de saneamento básico. A iniciativa tem como objetivo orientar as entidades reguladoras infranacionais (ERIs) sobre as mudanças introduzidas pela reforma tributária e seus impactos na regulação dos serviços.

Leia mais »
Desenvolvimento também nasce do que a sociedade descarta

Desenvolvimento também nasce do que a sociedade descarta

Há um dado que merece nossa profunda reflexão: o Brasil recicla apenas 2,2% dos resíduos sólidos urbanos que produz. Menos de 3% de tudo o que consumimos e descartamos retorna à cadeia produtiva. O número impressiona e revela quanto o país ainda desperdiça uma oportunidade de gerar emprego, renda, reduzir gastos públicos e preservar o meio ambiente.

Leia mais »