saneamento basico

Governo abre brecha para usina de Belo Monte vender energia mais cara

O governo federal abriu uma brecha para que a usina de Belo Monte venda, a preços maiores, o restante da energia que não foi comercializada à época da licitação da hidrelétrica.

A usina, leiloada em 2010 com um baixo custo de geração, agora terá a chance de recompor suas margens e garantir uma receita futura maior, paga pelos consumidores regulados -residências, pequenos comércios e indústrias.

À época do leilão, ficou definido que a usina teria 70% de sua energia destinada ao mercado regulado e 30% a grandes empresas, do mercado livre.

A receita originada na mercado livre seria responsável por dar viabilidade ao empreendimento.

No entanto, os preços praticados pelo mercado livre estão aquém das necessidades de Belo Monte.

Agora, a usina poderá vender esses 30% ao custo de energia nova, o que garantirá uma receita consistente por 30 anos.

Segundo Folha apurou, essa oportunidade foi criada para diminuir o risco das empresas públicas que são acionistas da usina, pois elas enxergavam dificuldades para atingir a viabilidade financeira na obra.

Aproximadamente 90% do capital social da usina pertence às empresas do grupo Eletrobras, aos fundos de pensão Funcef, Petros e Previ e às estatais estaduais Cemig e Light.

De acordo com publicação do Ministério de Minas e Energia nesta segunda-feira (11), a usina poderá participar do leilão de energia nova que será realizado em 31 de março.

Esses leilões são utilizados para financiar projetos que ainda não saíram do papel.

Nesses certames, os preços pagos pela geração de eletricidade são, em média, 25% maiores.

Caso as distribuidoras comprem a energia vendida pela usina, serão os consumidores residenciais que arcarão com a geração mais cara de Belo Monte.

OFERTA

Segundo o ministério, a iniciativa busca aumentar a oferta do leilão e, assim, conseguir preços menores.

“Com essa alteração legal de iniciativa do Congresso Nacional, permite-se que essa energia seja destinada ao mercado de consumidores regulados, aumentando a oferta de energia no leilão, o que tende a resultar em menores preços da energia contratada no leilão, com benefícios aos consumidores finais de energia”, diz, em nota.

As regras preveem a participação apenas de hidrelétricas com capacidade instalada superior a 50 MW, já em construção, mas que não tenham iniciado sua operação comercial antes de março de 2015.

Com isso, pequenas centrais hidrelétricas e as usinas de Jirau e Santo Antônio, todas na região Norte, não poderão ofertar energia no leilão.

A Norte Energia, empresa concessionária da usina, não confirma a participação no pleito. “As eventuais participações ou não em leilões não são informações públicas, pelo seu caráter estratégico”, diz em nota.

Fonte: Folha
Foto: Google

Últimas Notícias:
Estudos de tratabilidade a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos SBV Engenharia Ambiental

Estudos de tratabilidade: a importância da avaliação técnica na definição de rotas de tratamento e desaguamento de lodos | SBV Engenharia Ambiental

A gestão de lodos constitui um dos principais desafios operacionais enfrentados por indústrias e sistemas de saneamento. Embora frequentemente tratada como uma etapa secundária dentro do processo de tratamento de efluentes, a geração, o manejo e a destinação desses resíduos representam parcela significativa dos custos operacionais de uma unidade, além de influenciarem diretamente sua eficiência ambiental e sua conformidade regulatória.

Leia mais »
Bairros de ItatibaSP recebem água e esgoto encanado pela primeira vez com investimentos de R$ 15 mi

Bairros de Itatiba/SP recebem água e esgoto encanado pela primeira vez com investimentos de R$ 15 mi

Moradores de bairros que historicamente não contavam com infraestrutura de saneamento no município de Itatiba, na região de Campinas. Começam a vivenciar uma nova realidade com o avanço das obras da Sabesp para ampliar o acesso a água e coleta e tratamento de esgoto, promovendo mais saúde, qualidade de vida, desenvolvimento urbano e preservação ambiental. O investimento nessas obras soma mais de R$ 15,3 milhões.

Leia mais »