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Investimento do Brasil em energia limpa caiu pela metade em 2013

O ano de 2013 não foi bom para os entusiastas da energia limpa. Porém, no Brasil, o problema foi ainda mais grave. O investimento brasileiro em energia limpa caiu pela metade. O investimento global em energia limpa caiu 11% .

Desde 2004 o Brasil vinha dominando o setor de energia limpa na América Latina, chegando a responder por 60% dos investimentos na região. No ano passado o fraco desempenho econômico do país reverteu esse cenário.

Dados divulgados pela empresa Bloomberg New Energy Finance (BNEF) mostram que, em 2013, o Brasil investiu US$ 3,4 bilhões em fontes renováveis e sistemas inteligentes de energia. O número é bem menor do que os US$ 7,1 bilhões investidos em 2012.

O ano foi especialmente ruim para a energia eólica. “Em 2012, foram contratados apenas 289 MW, uma queda de 90% em relação ao volume contratado no anterior e o menor desde 2009”, disse Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica.

Elbia aponta como principais responsáveis pela redução do investimento no setor o fraco desempenho da economia e a Medida Provisória 579, que trata das renovações das concessões de geração, transmissão e distribuição do setor elétrico. “Gerou mal estar no mercado e mexeu com o espírito dos investidores”, explicou Elbia.

Queda no investimento deixa Brasil na contramão da América Latina
Enquanto isso, dados do BNEF mostram que Chile, México e Uruguai investiram mais de US$ 1 bilhão em energia limpa em 2013. O Chile está aproveitando o potencial solar do norte do país para atrair projetos de grandes centrais solares. O México está investindo em seus recursos eólicos. Já o Uruguai, após sofrer apagões e secas frequentes, decidiu investir em energia eólica e solar como alternativa às termelétricas a diesel e hidrelétricas.

Não só a indústria está se consolidando nesses países como tem aumentado as condições favoráveis para expansão de novas fontes. Em outras partes do mundo, o mercado está saturado”, diz Lilian Alves, analista de pesquisa da BNEF.

Fonte: Opinião e Notícia
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