Itaipu bate em fevereiro três recordes diários de geração

Em janeiro, a usina já havia estabelecido também uma nova marca histórica mensal.

A usina hidrelétrica de Itaipu bateu nesta segunda-feira (15) o recorde diário de produção de energia, com a geração de 330.240 megawatts-hora (MWh). Foi a melhor produção diária em quase 32 anos de operação.

O novo recorde foi o terceiro consecutivo registrado pela binacional nos últimos três dias úteis de fevereiro. O primeiro foi na quinta-feira (11), quando a usina gerou 322.309 MWh; na sexta (12), a produção foi de 323.894 MWh.

Antes disso, a maior geração horária diária de Itaipu foi atingida em 20 de fevereiro de 2013 (o ano do recorde anual), com 322.211 MWh.

Para se ter uma ideia do que significa o novo recorde, os 330.240 MWh produzidos nesta segunda-feira seriam suficientes para abastecer o município de Foz do Iguaçu por sete meses; ou o Estado do Paraná por quatro dias.

Neste ano, a Itaipu Binacional já havia registrado o melhor janeiro de todos os tempos, com a produção total de 8.494.483 MWh. Com a boa demanda por eletricidade no Brasil e no Paraguai e excelentes condições de desempenho da usina, a expectativa é que em fevereiro a produção também seja bastante favorável.

Para o ano, a meta estabelecida pela diretoria da usina é superar os 90 milhões de MWh. Há dois anos a Itaipu não atinge esse patamar, por causa das secas históricas registradas em 2014 e no começo de 2015. Agora, em 2016, a exemplo do segundo semestre do ano passado, a produção da hidrelétrica deve continuar sendo beneficiada pelos efeitos do El Niño, fenômeno que altera o regime hidrológico no Brasil, com mais chuvas no Sul do País.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, que está acumulando interinamente o cargo de diretor técnico executivo, Itaipu tem um papel extraordinário neste momento em que o Brasil finalmente consegue desligar algumas de suas usinas térmicas.

“Com a volta das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste e o gradativo enchimento dos reservatórios, o Brasil vai usando cada vez mais as hidrelétricas, ao mesmo tempo em que adquire condição para desligar, aos poucos, as termelétricas, projetando a diminuição da cobrança das bandeiras tarifárias. Itaipu contribui decisivamente para isso”, ressalta Samek.

Segundo o diretor, o aumento da geração hidrelétrica, com custo de produção menor, permitirá que, progressivamente, haja energia mais barata para o consumidor brasileiro, prejudicado por quase dois anos da maior seca que o país já enfrentou.

Segundo o superintendente de Operação de Itaipu, engenheiro Celso Torino, as principais razões para a boa performance da usina são o alto consumo, no Brasil e no Paraguai, a excelente disponibilidade hídrica atual, a boa coordenação na utilização desses recursos (água) e o desempenho irreparável da usina e dos sistemas de transmissão conectados à Itaipu, nos dois lados da usina.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,31 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de cerca de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75 % do Paraguai. Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.

Fonte: Jornal do Farol
Foto: Divulgação

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento transforma cidades paranaenses

Marco Legal do Saneamento transforma cidades paranaenses

Seis anos atrás, uma mudança na legislação brasileira redefiniu os rumos do saneamento básico no país. Em julho de 2020, a atualização do Marco Legal do Saneamento estabeleceu metas inéditas e desafiadoras: garantir que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.

Leia mais »