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Quantidade de lixo produzida aumenta mesmo com crise

Mesmo num período de crise, com impacto óbvio sobre o poder de compra da população, a quantidade de lixo produzida no brasil aumentou. Na maioria das cidades, esse material ainda oferece risco à saúde e ao meio ambiente.

Esse é um dos maiores desafios dos prefeitos eleitos no Brasil. Na maioria dos municípios, os resíduos continuam sendo depositados irregularmente a céu aberto.

Brasília tem o maior lixão da América Latina, a apenas 15 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

Em 2015, se fosse para somar a quantidade de entulho e de lixo hospitalar abandonados nas ruas das cidades brasileiras, o volume total equivaleria a 1.450 estádios do Maracanã.

Nos municípios maiores e mais ricos, onde se produz mais lixo, a situação é melhor. Por isso, mais da metade dos resíduos do país (58,7%) seguem para aterros sanitários.

É o caso do Rio de Janeiro. Metade do lixo do estado é produzido apenas na capital, mas tem a destinação correta.

Os números estão num relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública, lançado nesta terça-feira (4) em São Paulo.

A grande surpresa foi o aumento do volume de lixo em um ano de recessão econômica. Normalmente, gera-se mais resíduos toda vez que o PIB cresce o e consumo aumenta. Desta vez, foi diferente. Pela primeira vez, em 13 anos de pesquisa, o volume de lixo cresceu (+1,7%) no mesmo período em que o PIB despencou (-3,8%).

De acordo com o documento, o fenômeno tem duas causas principais. Primeiro: o crescimento da população. Segundo: a crise não interrompeu o consumo de materiais descartáveis, mas o brasileiro optou por produtos mais baratos.

“Nós precisamos primeiro optar por produtos que realmente minimizem a geração de resíduos sólidos. E o segundo é essa percepção ambiental do que pode ser reaproveitado, do que pode ser reutilizado. Ainda não temos percebido o comprometimento dos recursos adequados para custear todo esse processo”, afirma o diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho.

Fonte: G1

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