saneamento basico

Amaes informa suspensão de emenda

Os vereadores de Cuiabá foram “notificados” pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (Amaes) sobre a suspensão da emenda à Lei Orgânica do município que previa que qualquer reajuste de tarifas teria que passar pelo crivo da Câmara.

A decisão é do juiz Márcio Aparecido Guedes, da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública, e não é necessariamente nova. Ela atende a um pedido liminar impetrado pela CAB Cuiabá. Os vereadores, no entanto, não tinham conhecimento sobre ela.

Segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa o contrato entre a prefeitura e a concessionária, Renivaldo Nascimento (PDT), o assunto foi levado à presidência da Câmara, que deve tentar descobrir quem recebeu a notificação da Justiça e não a informou aos vereadores.

Alguém recebeu – o Tribunal confirmou -, mas não passou para frente, por isso, a gente não sabia”, afirma.

Para o pedetista, a iniciativa da Amaes em informar os parlamentares sobre a existência da liminar pode ser classificada como uma “ação preventiva”. Isso porque chegou a ser cogitado pela CPI ingressar com uma ação judicial contra o aumento de 14,89% na tarifa de água, que deve começar a valer a partir do próximo mês.

O argumento seria justamente o de que a Lei Orgânica prevê que medidas assim precisam ter o aval dos vereadores. Acontece que para o juiz que analisou o pedido da CAB, a emenda é inconstitucional.

De autoria do vereador Chico 2000 (PR), a emenda foi aprovada no início do ano passado diante de um pedido de reajuste da tarifa. Na época, os parlamentares se disseram “pegos de surpresa”, já que, embora o aumento estivesse previsto desde dezembro de 2012, eles ficaram sabendo apenas em janeiro do ano seguinte.

Renivaldo afirma que a Câmara deve tentar agora reverter a decisão de Márcio Aparecido Guedes. “Não tem porque [o reajuste] não passar por aqui. Vamos tentar fazer valer e se cumprir esta emenda”.

Ele pondera, no entanto, que a CPI não vai lutar contra o aumento, como havia anunciado anteriormente. O pedetista afirma que sua equipe realizou uma série de cálculos e constatou que o percentual apresentado pela CAB é correto.

Realmente bate, porque o último reajuste deles foi em 2012. o que nós queremos agora é que essas decisões passem pela Câmara. Se houver um aumento na entrada de um museu, as pessoas podem escolher não ir mais lá, mas ninguém pode optar ficar sem água”, defende.

Fonte: Diário de Cuiabá
Veja mais: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=446806

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »