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Brasil Tecnologia Saneamento

Brasil já tem tecnologia necessária para avançar na universalização do saneamento

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O ano de 2023 foi marcado por desastres climáticos, ondas de calor intensos, secas e ciclones que jogaram todas as luzes sobre a emergência climática. A live “Tecnologia pelo Planeta: soluções para energia, água e clima em tempos extremos”, transmitida pelas redes sociais de Um Só Planeta e de Época Negócios, discutiu como a tecnologia pode ajudar a trazer soluções para os desafios que o mundo tem enfrentado.

Um dos principais problemas ambientais, especialmente no Brasil, está relacionado ao saneamento básico.

Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea, explicou que o Brasil é um dos países do mundo que menos avançou em infraestrutura para prover o serviço. De acordo com ele, quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável e cem milhões ainda não têm coleta de esgoto.

“Se não há coleta, não é possível tratar o esgoto. E mesmo cidades que já avançaram em coleta, se não há avanço na construção de estações de tratamento, o que é coletado não é tratado”, apontou ele. Pensando na universalização dos serviços de água e esgoto, o executivo acrescentou que nas concessionárias mais antigas do Grupo Aegea as cidades já têm mais de 80% do esgoto coletado e tratado.

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Brasil Tecnologia Saneamento:

Édison Carlos explicou que o setor de saneamento já tem tecnologias avançadas capazes de resolver os principais desafios. Segundo o presidente do Instituto Aegea, a inovação pode trazer vantagens para o segmento, mas é preciso investimento.

“A tecnologia e a inovação nos ajudam a fazer tudo melhor e com menos custo. Os países europeus, por exemplo, passaram por grandes crises e epidemias que levaram a um grande investimento em saneamento, onde a tecnologia ajudou muito. Reforça que precisamos investir e lembrar que essa é a infraestrutura mais próxima do dia a dia das pessoas nas cidades. Saneamento está ligado diretamente à saúde e à qualidade de vida”, pontuou.

Fonte: Globo.

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