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Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Amazonas é inaugurado na segunda-feira (22)

Com o CMPAA, o Ipaam amplia o monitoramento com dados temporais que permitem a observação contínua da cobertura vegetal nas áreas de maior degradação potencial. Foto: Divulgação

O governador Wilson Lima inaugurou, na segunda-feira (22/11), o Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O espaço vai reforçar os trabalhos de fiscalização e monitoramento de desmatamento e queimadas ilegais, bem como agilizar processos de licenciamento e vistorias ambientais.

Para isso, o CMAAP conta com tecnologia de ponta, com uso de imagens de satélite de média e alta resolução e um conjunto de softwares do parque tecnológico do Ipaam. O Centro é também um espaço de referência para pesquisas, levantamentos e acompanhamento dos recursos naturais.

“Esse já era um desejo nosso para que pudéssemos ter uma resposta mais rápida daqueles ilícitos ambientais. Nossa maior preocupação é no sul do Amazonas e também na região metropolitana. É a primeira vez que isso está acontecendo no estado do Amazonas. No painel estão todas as informações disponíveis nos bancos de dados nacionais e internacionais”, disse Wilson Lima.

Os deputados estaduais Angelus Figueira e Sinésio Campos estiveram presentes na inauguração, além do vereador de Manaus Elan Alencar.

Com as novas tecnologias, o CMAAP vai integrar informações geográficas em um sistema customizado e adequado aos dados espaciais do Estado do Amazonas. Dessa forma, o Centro vai tornar a atuação do Ipaam mais ágil e precisa, reduzindo custos.

“São plataformas que ajudam a monitorar tanto o desmatamento quanto às queimadas. São 13 mapas com informações sobre queimadas e desmatamento, além de outros ilícitos ambientais que a gente venha identificar. A partir dessas informações há uma tomada de decisões para que a gente faça o acompanhamento do trabalho em campo e autos de infração remotos”, explicou o diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente.

Estrutura

O governador Wilson Lima durante a inauguração, segunda-feira (22), do CMAAP. Foto: Divulgação

A estrutura do CMAAP conta com espaços para as gerências do órgão, um auditório para 100 pessoas e um sistema de monitoramento com dez dashboards (painéis visuais de informações), que disponibilizarão dados diários de desmatamento e focos de queimadas em cada município do Amazonas. Cada dashboard terá uma funcionalidade, entre as quais o acompanhamento diário das áreas de Unidade de Conservação (UC).

Atuarão no novo prédio cerca de 140 servidores das Gerências de Geoprocessamento (GGEO), de Controle Agropecuário (GCAP), de Fiscalização Ambiental (GEFA) e de Tecnologia da Informação (GTI), além da área de Controle de Sistemas Informatizados (CSI).

Parcerias

O CMAAP conta com área total de 1.250m². Sua construção durou seis meses e foi realizada por meio de um Termo de Compensação Ambiental (TCA) por intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) com as geradoras de energia elétrica Oliveira Energia Geração e Serviços Ltda, Aggreko Energia Locação de Geradores Ltda e VP Flexgen (Brazil) SPE Ltda. Isto gerou uma compensação ambiental e orçamentária para o Amazonas na ordem de R$ 2,5 milhões.

O parque tecnológico do Ipaam conta, ainda, com equipamentos e tecnologias adquiridas por meio de convênio com a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), que repassou recursos do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus e do Interior (Prosamin+).

Foram cerca de R$ 2,6 milhões para aquisição de equipamentos de informática e de novas tecnologias, como drones, GPS, microcomputadores, tablets, notebooks, televisores, rádio transceptor portátil, impressora, scanner, licença de software, nobreaks, entre outros.

Inovação

Com o CMPAA, o Ipaam amplia o monitoramento com dados temporais que permitem a observação contínua da cobertura vegetal nas áreas de maior degradação potencial, além de propriedades inseridas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), Empreendimentos Licenciados e Áreas Protegidas (Unidade de Conservação Estadual (UCE), Unidade de Conservação Federal (UCF) e Terras Indígenas).

Há, ainda, um sistema de monitoramento e detecção de mudanças, com capacidade de mapeamento constante ao longo de 12 meses, o qual permitirá a geração de alertas e indicadores que visam subsidiar as operações de fiscalização e autuações do Ipaam.

Fonte: Portal Marcos Santos.

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