saneamento basico

25% das unidades da Caesb não calculavam o consumo de água até 2016

Algumas surpresas surgiram durante a análise feita pela CBN sobre o consumo de água da Companhia de Saneamento. Depois de o levantamento revelar que o gasto da companhia com água aumentou 13% nos últimos quatro meses do ano passado em relação a 2015, a empresa apresentou três versões diferentes para justificar a alta.

A primeira delas, e que chamou mais atenção, foi a falta de hidrômetro nas unidades da companhia. De acordo com os dados liberados pela empresa, 24 das 94 unidades não tinham o cálculo do consumo de água em 2015. Entre elas a própria sede da companhia, que fica em Águas Claras. O número representa um quarto do total. O prédio sede ficou 10 anos sem qualquer controle do consumo de água. O diretor do sindicato dos trabalhadores da Caesb, Igor Pontes, critica a ausência de hidrômetros nos prédios da companhia, que são uma forma de controlar vazamentos.

‘Inclusive para dar o exemplo para a população, não faz sentido exigir que ela faça o controle e a própria direção da empresa não faça. É uma forma de você detectar vazamentos imperceptíveis’, diz.

A segunda versão apresentada pela empresa para o aumento no consumo foi o enchimento das piscinas na unidade que abriga o projeto Golfinho – uma ação social da companhia que beneficia crianças carentes.

Mas a maior surpresa veio quando, finalmente, a Companhia de Saneamento descobriu o que aconteceu: a companhia foi vítima de erro de leitura de hidrômetro, na mesma unidade do projeto Golfinho. Isso fez com que o gasto em um mês passasse de 60 metros cúbicos para 15 mil metros cúbicos.

O diretor comercial e financeiro da Caesb, Marcelo Teixeira, explica que, na verdade, não houve esse gasto, e que, no fim das contas, a Caesb reduziu o consumo de 2015 para 2016.

‘Esse número atípico, nós fomos checá-lo. Na verdade, é um erro de leitura, porque foram trocados os hidrômetros e o sistema leu uma continuidade de medição que na verdade não poderia ser feito isso. Se você tirar esse número ou colocar ele dentro do histórico normal, a nossa redução de consumo é na ordem de 14% a 15%.

Segundo a Caesb, por mês, a companhia faz em média 610 mil leituras de hidrômetro. Desse total, 500 são emitidas com erros, o que representa menos de um por cento do total.

Fonte: CBN

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »