saneamento basico

Concessão dos serviços de água e esgoto de Camboriú não terá que ser aprovada pela Câmara

Concessão dos serviços de água e esgoto de Camboriú não teráA preocupação em como a concessão de água e esgoto está sendo conduzida em Camboriú levou sete vereadores a apresentarem um projeto de lei. O projeto indicava que o processo deveria ter a aprovação da Câmara de Vereadores. Mas foi reprovado pela maioria na sessão extraordinária realizada na quinta-feira, dia 11.

O projeto foi assinado pelos vereadores Carlos Alexandre Martins (SD), Jane Stefenn (PSDB), Ângelo Gervásio (PMDB), Eduardo Melo Rebelo (PMDB), Eliomar Getúlio Pereira (PV), Josenildo Rosa (PDT) e Josué Pereira (PP). E apenas os autores votaram de forma favorável. O presidente da Casa, Márcio Aquiles da Silva, desempatou a votação, definindo a reprovação.

Para a vereadora Jane, a concessão ter que passar pela Casa daria a oportunidade de se debater um assunto tão importante com o tempo e a abertura para opiniões que ele merece. “Seria uma forma de levarmos este debate para a comunidade, da qual somos representantes, e ouvir o que a população tem a dizer sobre este tema. Mas, infelizmente, alguns dos meus colegas não pensaram desta forma”, lamenta Jane.

O projeto foi muito discutido. Vereadores destacaram que a população questiona a forma como a Secretaria de Saneamento Básico é conduzida. Jane lembrou que a Secretaria não investiu os valores arrecadados em nove anos de municipalização, por isso a estrutura é precária. “É só investir de forma correta que a terceirização não é necessária”, disparou.

Decreto sobre o tema também foi reprovado

A sessão extraordinária teve outra tentativa de brecar o processo de concessão enquanto não haja um amplo debate. Os vereadores Carlos Alexandre Martins e Jane Stefenn apresentaram, através da Comissão de Infraestrutura, um projeto de decreto legislativo que sustava outro decreto, este da Prefeitura, do Plano Municipal de Saneamento Básico.

Isso porque a Câmara de Vereadores aprovou as diretrizes do Plano Municipal, mas o documento final foi publicado por decreto. “A própria lei da Política Municipal de Saneamento Básico diz que o Plano deverá ser aprovado como lei e, portanto, deveria ter passado por esta Casa”, explicou o vereador Carlos Alexandre Martins, o Xande.

Para Jane e Xande, até que o Plano Municipal não seja aprovado em forma de lei, a concessão do serviço de saneamento básico também não poderá ocorrer. Mas a maioria dos vereadores pensou diferente. Foram sete votos favoráveis ao decreto e sete contrários. Mais uma vez, o voto do presidente da Casa foi determinante para a reprovação.

Os votos

Os votos favoráveis ao projeto e ao decreto: Carlos Alexandre Martins (SD), Jane Stefenn (PSDB), Ângelo Gervásio (PMDB), Eduardo Melo Rebelo (PMDB), Eliomar Getúlio Pereira (PV), Josenildo Rosa (PDT) e Josué Pereira (PP).

Os votos contrários ao projeto e ao decreto: Alexsander Alves Ribeiro (PPS), Antônio Paulo da Silva Neto (PSC), Antonio Portella Ribeira (PSC), Amilton Bianchet (PSDB), Luana Lázzaris (PSDB), José Simas (DEM), José Pedro Costa (PSDB) e Márcio Aquiles da Silva (PSC). que ser aprovada pela Câmara

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »