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Consumo de água cai na Grande Fortaleza após cobrança de tarifa

Redução foi de 4,5%, ainda abaixo da meta estabelecida pela Cagece. Chuvas de janeiro podem ter ajudado na economia, afirma o órgão.

O consumo de água na Grande Fortaleza caiu 4,5% em fevereiro, após cobrança da taxa de contigência para os clientes que não economizaram nos gastos de água. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22) pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que estabeleceu meta de redução de 10% no gasto de água devido à crise hídrica que o estado sofre. Em janeiro, mesmo com a cobrança da taxa em vigor, houve um aumento de 2,5%.

Ainda de acordo com a Cagece, no mês de fevereiro de 2016, a tarifa de contingência foi aplicada a 239 mil clientes. Em relação ao mês de janeiro de 2016, houve queda na cobrança da taxa em 53 mil clientes. Em termos percentuais, do total de clientes da Cagece em Fortaleza e Região Metropolitana, cerca de 23% pagaram tarifa de contingência em fevereiro de 2016. Em janeiro, foram 29%.

A tarifa de contigência estabelece um valor extra aplicado aos clientes que não reduzem em pelo menos 10% o consumo de água. O valor da tarifa é de 120% sobre o valor não economizado.

Chuvas ajudam na economia
A Cagece avalia que as chuvas ocorridas no Ceará em janeiro, acima da média histórica, podem ter contribuído para a redução deste consumo, uma vez que o volume registrado em fevereiro representa o consumo do cliente do período de janeiro a fevereiro.

“Isso porque, historicamente, com mais chuvas o consumo de água reduz em atividades corriqueiras do dia a dia como regar jardins e até na quantidade de banhos em virtude do calor mais ameno. Outro fator que pode ter colaborado para a redução é a conscientização da população para a gravidade da situação hídrica”, registra o órgão.

Situação dos açudes
Após as chuvas de janeiros, fevereiro foi um período de pouca precipitação no Ceará, o que ocasionou nova queda do volume de água dos açudes do Ceará. Em relação à média de água em todos os açudes do Ceará monitorados pela Cogerh, o volume caiu de 13,6% em 15 de janeiro para 12,5% neste domingo (6).

De acordo com o boletim hidrográfico da Cogerh, todos os açudes monitorados pela Companhia estão com volume abaixo de 30%. A situação mais preocupante, de acordo com o boletim hidrológico da Cogerh, é a da bacia do Baixo Jaguaribe, onde a reserva hídrica está em apenas 0,88% da capacidade de armazenamento.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

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