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PF investiga companhia de esgoto do Rio por cobrança de taxas indevidas

A Polícia Federal deflagrou hoje (7) a Operação Feng Shui, destinada a apurar crimes ambientais decorrentes da emissão de esgoto, sem o devido tratamento, nas águas da Baía de Guanabara e lagoas da região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense. O nome da operação é uma referência à filosofia chinesa que preconiza estar a prosperidade vinculada ao perfeito equilíbrio entre os elementos da natureza: água, terra, fogo e ar.

Mais de 50 policiais federais deram cumprimento a oito mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Belford Roxo, na região metropolitana do Rio. Na ação, foram colhidas amostras nas estações de tratamento localizadas nessas regiões.

A investigação da PF, iniciada há cerca de um ano, apontaram possíveis falhas no processamento do esgoto produzido no Rio de Janeiro e na região metropolitana. Também foi apurada a ocorrência do crime de estelionato, com suspeitas de que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), empresa responsável pelo tratamento dos dejetos, esteja cobrando taxas pelo serviço sem prestá-lo adequadamente.

Surpresa

Em nota, a Cedae informou que recebeu com surpresa a operação policial, incluindo busca e apreensão de documentos em suas dependências, “haja vista que sempre pautou suas atividades pelo respeito à população, à legislação e às instituições públicas e nunca colocou qualquer empecilho à colaboração com os entes de fiscalização”.

A companhia informou ainda que, embora não tenha tido acesso aos autos da investigação, “as atividades desenvolvidas em suas unidades de tratamento de esgoto contribuem efetivamente para melhoria da qualidade de vida da população do Rio de Janeiro, não causando poluição e que tem programas ambientais reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior”.

A Cedae negou também que realize cobranças indevidas dos usuários, “respeitando a legislação vigente e que vem investindo nos últimos dez anos em sistemas de esgotamento sanitário mais do que em toda a história do saneamento no Rio de Janeiro”.

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