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Prefeitura de Sumaré deixa de pagar a Sabesp

A Prefeitura de Sumaré não pagou a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e colocou em risco o abastecimento de água para 40 mil moradores da região da Área Cura e parte do Matão (15% da população). A companhia chegou a encaminhar ofício à Administração comunicando o rompimento do contrato por “inadimplência total”. No entanto, a estatal teria voltado atrás, segundo a municipalidade, e negociou a dívida – de valor não informado.

O assunto foi discutido ontem à noite, na sessão da Câmara, quando o vereador Geraldo Medeiros (PT) leu o ofício da Sabesp. No documento, a estatal avisa também que “não será possível firmar novo contrato” e que reduziria gradativamente a vazão de água para a cidade em 10% ao dia. O valor da inadimplência não foi citado no documento e nem pela Prefeitura, que assumiu os pagamentos à Sabesp devido à situação financeira do DAE. O valor total do contrato, assinado em agosto de 2014, era de R$ 2,04 milhões, mas a estimativa é que a dívida esteja beirando R$ 1 milhão.

“Este comunicado nos traz uma preocupação imensa. Os moradores da Área Cura e de parte do Matão vão ficar literalmente sem água, por uma falta de capacidade administrativa incomparável. Vamos voltar àquele tempo de caminhões-pipa indo à noite distribuir água, de sair com baldinhos para ir buscar água na bica. Não há nada previsto no contrato de concessão do DAE (Departamento de Água e Esgoto) de que este problema será resolvido a curto prazo e nem que tivesse é humanamente impossível”, disse Medeiros.

A Prefeitura informou que os pagamentos não foram efetuados em virtude da falta de recursos. “Na semana passada parcelamos as pendências. O abastecimento continua normalmente”, garantiu o presidente do DAE, Valmir Ferreira da Silva.

 

Fonte: O LIBERAL

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