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RJ: Maricá quer romper concessão com a CEDAE

Depois de brigar com o monopólio do transporte público, implantando uma empresa pública de ônibus municipal, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, mira agora na Cedae, responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto na cidade. O chefe do Executivo postou em uma rede social pedido de ajuda dos internautas para anular o contrato de concessão da Prefeitura com a estatal. O caminho deverá ser entregar o serviço a uma concessíonária, tal como já fez Niterói, com a Águas de Niterói e a Prefeitura de Itaboraí tenta fazer.

Na postagem, Quaquá pede aos maricaenses denunciaram as deficiências na prestação de serviços da Cedae ao Ministério Público Estadual. “Me ajudem a tirar a Cedae e a colocar o Município como responsável pela água e o esgoto, que também está matando nossos rios e lagoas. O governo anterior ao meu, comandado pelos que hoje fazem oposição (referindo-se ao ex-prefeito Ricardo Queiroz, do PMDB), assinaram um contrato dando a concessão por 20 anos à Cedae”, contou o chefe do Executivo.

O prefeito acusa a autarquia de descumprir um plano de metas elaborado em 2008, um conjunto de ações para melhorar a distribuição de água na cidade, mas até hoje, de acordo com ele, nada foi feito. “Peço a todos os moradores que procurem o MP e denunciem o descaso da Cedae com o nosso povo. Isto ajudará para que a Prefeitura anule o contrato de concessão e possa resolver o problema da água e do esgoto em nosso município, porque enquanto estiver com a Cedae, nada posso fazer”, declarou.

Em dezembro passado, Quaquá sancionou que obriga a estatal a fornecer, pelo menos, cinco mil litros de água potável por semana, a ser entregue através de “carro-pipa”, a cada consumidor adimplente atendido pela rede de distribuição de água afetado por interrupção, descontinuidade, irregularidade, inexecução parcial ou total no fornecimento de água. A Prefeitura informou que tem recebido muitas reclamações de moradores sobre fornecimento irregular de água.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Cedae não se manifestou até o fechamento desta edição

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