saneamento basico

Sabesp vai reduzir em 25% os investimentos feitos neste ano

SÃO PAULO – Mesmo depois de decretar o fim da crise hídrica no início do mês, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou nesta terça-feira, 29, que vai reduzir em 25% os investimentos em água e esgoto para 2016, na comparação com o ano passado, por causa do impacto financeiro provocado pela queda de faturamento com venda de água nos dois últimos anos de seca.

Dados divulgados pela Sabesp durante teleconferência com analistas, investidores e jornalistas sobre o balanço financeiro de 2015 mostram que os recursos aplicados na expansão e melhora dos sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto caíram de R$ 2,4 bilhões, em 2015, para R$ 1,8 bilhão neste ano.

“Daqui para frente o investimento será recuperado, mas gradativamente, exatamente porque dois anos de crise hídrica impactaram a receita da companhia. A Sabesp sempre prima pela busca da sustentabilidade econômico-financeira, de tal maneira que os investimentos possam continuar ao longo do tempo”, explicou o diretor econômico-financeiro e de relações com investidores da Sabesp, Rui Affonso.

Pelo segundo ano consecutivo, a maior redução dos investimentos ocorre na coleta e tratamento de esgoto, de R$ 1,1 bilhão para R$ 630 milhões, queda de 45,7%. Em 2015, a Sabesp já havia reduzido pela metade a destinação de recursos para esse setor, que antes da crise costumava concentrar cerca de 65% das aplicações da estatal.

Segundo a Sabesp, por causa da crise iniciada em 2014, a companhia decidiu priorizar os investimentos em água para aumentar a segurança hídrica para os cerca de 20 milhões de clientes da Grande São Paulo. Mesmo assim, os investimentos devem sofrer uma ligeira redução (6,4%), de R$ 1,25 bilhão para R$ 1,17 bilhão.

Nesse orçamento está prevista uma parcela dos investimentos na transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, avaliada em R$ 555 milhões. A obra, que levará 5,1 mil litros por segundo da Represa Jaguari, em Igaratá, para a Atibainha, em Nazaré Paulista, teve início em fevereiro deste ano e tem previsão de entrega em abril de 2017.

Os valores não incluem o investimento feito na construção do Sistema Produtor São Lourenço, obra executada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Só no ano passado, o consórcio responsável pela construção aplicou cerca de R$ 700 milhões no empreendimento, que prevê a captação de até 6,4 mil litros por segundo na Represa Cachoeira do França, em Ibiúna, e uma nova estação de tratamento de água para atender 1,5 milhão de pessoas nas cidades da porção oeste da Grande São Paulo, como Barueri e Cotia.

Pelo segundo ano consecutivo, a maior redução dos investimentos ocorre na coleta e tratamento de esgoto, de R$ 1,1 bilhão para R$ 630 milhões, queda de 45,7%. Em 2015, a Sabesp já havia reduzido pela metade a destinação de recursos para esse setor, que antes da crise costumava concentrar cerca de 65% das aplicações da estatal.

Segundo a Sabesp, por causa da crise iniciada em 2014, a companhia decidiu priorizar os investimentos em água para aumentar a segurança hídrica para os cerca de 20 milhões de clientes da Grande São Paulo. Mesmo assim, os investimentos devem sofrer uma ligeira redução (6,4%), de R$ 1,25 bilhão para R$ 1,17 bilhão.

Nesse orçamento está prevista uma parcela dos investimentos na transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, avaliada em R$ 555 milhões. A obra, que levará 5,1 mil litros por segundo da Represa Jaguari, em Igaratá, para a Atibainha, em Nazaré Paulista, teve início em fevereiro deste ano e tem previsão de entrega em abril de 2017.

Os valores não incluem o investimento feito na construção do Sistema Produtor São Lourenço, obra executada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Só no ano passado, o consórcio responsável pela construção aplicou cerca de R$ 700 milhões no empreendimento, que prevê a captação de até 6,4 mil litros por segundo na Represa Cachoeira do França, em Ibiúna, e uma nova estação de tratamento de água para atender 1,5 milhão de pessoas nas cidades da porção oeste da Grande São Paulo, como Barueri e Cotia.

Fonte: Estadão
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